domingo, 18 de julho de 2010

Toc, toc, toc, pode entrar.

Bata os pés no tapete e pode entrar.
Tem café em cima da mesa.
A água do chuveiro ainda deve estar quente. Você pode tomar um banho. No chão tem um sabonete líquido que faz espuma.
Ali você pode esquentar sua comida e ali, você pode colocar sua garrafinha de chá para gelar.
Separei um cobertor para você. Você pode dividi-lo comigo se quiser.
Desculpe pelo colchão no chão. É o que tem pra hoje.
Sabe, as vezes, as paredes pulsam com mais força. Não precisa ficar com medo, eu estou aqui, qualquer coisa, pode chamar tá?
Fique a vontade.
Tenho poucas mobílias, eu sei.
Mas pode fazer do meu coração o teu lar, mesmo assim.

domingo, 11 de julho de 2010

20



Duas décadas. E eu nem pensei que eu conseguisse chegar tão longe.
Até aqui, contei tantas vezes que pensei que fosse morrer, que daria para encher as duas mãos.
Eu nem sabia quanto era 20. Eu achava que 20 é muito e todo dia quando sinto minhas vértebras do meio da coluna doendo e as minhas patelas gritando, concluo que sim, 20 deve ser muito.
Muita coisa aconteceu desde então, desde aquela manhã fria de uma quarta feira do mês de julho.
Era o meu dia, era a minha vez. E talvez eu não soubesse. Mas o mês de julho, é o mês do rock 'n' roll e meu primeiro contato com o mundo, que não fosse aquela maternindade impregnada pelo cheiro do MC Donalds ao lado, foi no dia do aniversário do rock 'n' roll.
E eu nunca mais deixei de ser rock 'n' roll e muitas pedras rolaram, enquanto eu desço com o meu carrinho.
Mas sei que no topo dessa montanha, ainda existem muitas pedras para rolarem, descida abaixo.
Essa montanha russa que por convenção, insisto em chamar de vida.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Você é o cara.

Parabéns, Bill Haley.

Vida de bixete.

A parte legal ou muito chata em ser bixete é que...os caras dão em cima.
Deve haver uma lei que diga que as bixetes tem que dar para os veteranos.
Mas eu tô sempre na contramão e....não.
Escolhi o meu muso da faculdade e fixei nele. Decidi que, primeiro de tudo, ficaria com ele.

Alguns outros veteranos apareceram no meu caminho, claro.
Um deles uma vez tentou me agarrar no pátio e ainda disse: "Minha rep tá vazia". E ele era do mesmo grupinho do muso.
Falta de sorte total, né? Bom, pra não fazer uma grande cagada, disfarcei, disse que a vida é difícil e fui assistir a minha aula sobre Brecht.
Mas, ele poderia insistir, eu poderia ser estúpida e ele contar pro muso e aí, todos meus planos por água abaixo.
Pensei numa desculpa, fofa e sutil. Ia dizer que tenho um namorado, bonito né?

Nessa mesma semana, um outro veterano (caralho, nesse dia acho que roubei doce de criança) veio dizer que tinha me achado muito fofa e que queria ficar comigo.
Meu radar avisou "É cilada, Bino, saí dessa!". E eu disse que tinha namorado. E pronto. Incrível né? uma desculpa que vale pra todos, nem preciso me dar o trabalho de pensar em outras!
Vendo a cena, na qual, dei um fora sutil sendo simpática, minha veterana que de uma hora para a outra pareceu me considerar como ser humano, mesmo na condição de bixete, disse que ele era o cara mais zuado da faculdade.
Uau, ainda bem que eu escapei! E ele é o mais zuado mesmo, pude comprovar depois. Odiado por todos. Totalmente mala. E pior: o cara frequenta o meu rolê aqui em São Paulo.
E não é essa a pior....ele vem falar comigo toda hora! Merda!!!!
Venho tentando sobreviver e permanecer invisível até então.

Apareceram outros menos ousados que os dois. Mas não citarei eles neste post.

Fim de semestre.

O muso tá bem obrigado, arquivado com carinho, principalmente depois de descobrir que ele tem a minha idade, praticamente.
Vou esperar amadurecer e cair do pé. Isso talvez leve uns 10 anos. E talvez até lá, eu nem queira mais. Mas ok, ele pode ser meu amigo se ele quiser.

A surpresa de fim de festa, foi um cara muito interessante, que disse que era afim de mim. Uau, pensei. É uma promoção?
E eu quero ele agora. Porque ele combina em qualquer contexto, não só o acadêmico, por isso, acho que esse sim, merece a minha consideração.

Enfim, tirando tudo isso, tenho uma vida de flertes fora da faculdade. Eis que hoje, um deles, o Atendente ligou.
Era disso que eu queria falar, sobre como o cotidiano na faculdade, me ensinou coisas:

Eu já tinha tirado o atendente da lista, porque eu não aguentava mais. O cara não tinha nada a ver comigo, mesmo. Pra ficar com ele, eu teria que ficar cabulando a faculdade.
E eu já estava cansada. Há algum tempo ele me mandou uma msg que eu ignorei. Odeio ter que fazer isso.
Mas cansei de explicar como as coisas funcionavam comigo e ele continuava cagando nas mesmas coisas, não tinha mais pra onde ir, aguentei quatro meses, resolvi ser gente e bancar o meu critério. E sumimos.
Hoje ele ligou, falando que eu sumi e blá blá blá. Ele sabia ser fofo até. Mas sem inteligência nenhuma. E, ele é uma criança ainda.
Dueu....dueu bastante, lembrei que ele vivia correndo atras de mim, coisa que nenhum outro cara faz, ele tinha atitude, coisa que os concorrentes dele na época não tinha...
Mas tive que fazer isso. Entre um assunto e outro, falei que eu estava namorando. Odeio mentir, mas as vezes é necessário. Até imaginei que delicinha, ele de sunga levando a filha na natação, depois que ele me contou isso...mas mesmo assim, isso é pouco.
Claro que agora ele vai parar de ligar. E assim, nossa história termina.

Sempre fico com pena de dar um fora. Mas agora estou realmente trabalhando a questão.
Agora dou uma desculpa sutil.
E isso aprendi na faculdade, iniciei lá, minha pesquisa cientifica que diz que falar que está namorando é uma desculpa sutil e educada para não dizer "Sei que não vai dar certo com você, eu prefiro nem tentar".

Eu ando sem paciência, mesmo.

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre o fim.

É o fim. Eu não te agüento mais. Daqui a pouco você vai pegar as minhas coisas e jogar pela janela. Daqui a pouco tu vai aumentar o fogo da lareira com a minha camiseta do coringão.

- E o cachorro? Com quem vai ficar?

- Você tá louca? Eu vou levar o cachorro daqui, o meu cachorro!

Ora essa, o cachorro nunca gostou de você, você sabe muito bem.

- Mas eu é que limpo a bosta do teu cachorro!

- Eu limpo todas as bostas que você faz. A janela que tu quebrou, o ventilador que tu queimou, a parede que você deixou ser destruída pela umidade.
E quer saber? Pode ficar com a geladeira.

A nossa geladeira. A geladeira que eu comprei com o vale presente que eu ganhei daquela pessoa especial. E quando me perguntarem com quem ficou a geladeira, direi que deixei para os meus filhos.

- Você está sendo uma mulherzinha!

- Você é uma mulherzinha há muito tempo.

O tempo todo eu tento não ser uma mulherzinha.

Eu me imagino em outro lugar, com outras pessoas. O tempo todo nossas escolhas são diferentes, tão diferentes que me diferencio , que me distancio.
Podemos amargar uma derrota e assim todo mundo ganha. Fique com toda a tua subjetividade, guarde-a dentro de um pote, junto com as cinzas da tua chinchila que morreu.


Desapega, vai.
E olha que eu sou apegada. O topo do meu guarda-roupa está repleto de bichos de pelúcia que provavelmente venho guardando desde o meu primeiro ano de vida.
E eu ainda não pensei em nenhum projeto para dá-los ás crianças pobres. E ora essa, eu também sou uma criança pobre.
O tempo todo me vejo lá embaixo, puxando a camiseta, esgarçando a camiseta do moço, pedindo uns trocados, uma esmolinha:

- Tio? Me dá carinho? Me abraça? Me beija?

E você sempre diz que não, que hoje não.

Nunca soube porque montanha russa se chama montanha russa.

Eu estava sentada sozinha no carrinho de uma montanha russa. O primeiro banco do carrinho e o meu lado estava vazio, na primeira curva, eu iria me machucar, porque é uma montanha russa de madeira. E esse tipo de montanha russa, treme que só a porra. Embora, eu não estivesse preocupada com isso, embora eu não lembrasse disso. Na verdade, não estava preocupada com nada, só estava sozinha. Não estava preocupada em saber que depois daquele tempo sentada, meus joelhos começariam a doer e que o loop provavelmente machucaria ainda mais a minha coluna. E eu sei que no loop, o melhor deve ser encostar a cabeça, deve ser muito triste um pescoço quebrado durante um passeio de montanha russa. E eu não sei se montanha russa de fato, tem loops. Há uma diferença na segurança. E o monitor esqueceu de apertar o cinto, eu acho que vou morrer. Até o monitor esqueceu de mim, céus. É isso, é porque eu estou sozinha.
O meu mundo é um passeio de montanha russa. Por isso, lado está vazio.
Se quiser sentar, pode começar a levantar as mãos e gritar. Eu cuido de você durante a passeio, prometo. É só segurar na minha mão.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Abrindo a série: Frases comentadas.

"Você quer uma bolacha, professor?" ?

Não, caralho. Ele não quer uma bolacha. Ele simplismente não queria ter tantos alunos imbecis como você.
No mínimo, ele gostaria de estar em casa, com a mulher dele, ao invés de estar aplicando uma prova de exame para tantos alunos!

Na minha época, as minas iam com decote e mostravam os peitos. Mas os tempos mudaram...(Infelizmente!)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

E não precisa abaixar a tampa do vaso.

É bem verdade, essa história de permissão. Perguntei se queria entrar e ofereci um café apenas por educação e agora você está aqui, folheado algum dos meus livros, escutando um dos meus cds que você mesmo colocou no rádio pra tocar. Daqui a pouco você vai sentar no sofá com as pernas abertas, as suas coxas apertadas dentro de um bermudão qualquer, e a sua barriga descansará em cima da braguilha e os seus chinelos estarão no tapete e daqui a pouco o cachorro vai pegar e levar para qualquer canto da casa, como num filme. Você irá abrir uma lata de cerveja e arrotar na minha frente e agora você nem pede mais desculpas, ora essa, santa intimidade e eu não vou falar nada, porque eu nunca soube arrotar e você foi o único que sentou ao meu lado e me ensinou mesmo que achasse isso feio e tudo bem que é feio, esqueci minhas calcinhas penduradas no boxe ontem pela manhã e mesmo assim, acordamos e transamos e tinha o café, o nosso café, o café que você fez, e tinha tudo e tudo isso só porque um dia deixei você entrar sem pedir e você acabou ficando e ficando e tudo bem, é assim mesmo.

domingo, 27 de junho de 2010

A garota que ganhava livros...

... havia ganhado um livro. Dele. E ele não era qualquer garoto. Ele era aquele garoto.
Foi aquele garoto quem escreveu o livro. Disse timidamente que havia escrito um e ela claro, pediu.
E ela sempre pedia coisas. Ele trouxe o livro, sem dedicatória alguma. Que triste - pensou ela, assim não é vantagem nenhuma conhecer um escritor!
E o livro permaneceu guardado em sua estante durante meses, junto com outros livros, outros livros que ela achava que jamais conseguiria ler.
Havia tantos livros da escola e tantas coisas pra ler!
Era uma tarde fria de começo de férias. Daquelas tardes existentes para ficar debaixo do cobertor bebericando uma bebida quente e muito doce. Não havia nada para fazer. Não havia nada que parecesse melhorar aquele mal humorzinho.
Sentia-se sozinha, repassou mentalmente todos os seus projetos para férias e decidiu começar naquele instante.
Foi até a estante e pegou o livro. De bruços, debaixo do cobertor, ela lia atentamente. Aquele livro, o livro dele.
Supreendendo-se a cada linha chegou ao final extasiada. Há muito que não lia algo tão bom e emocionante.
Era emocionante porque aquelas linhas guardavam muito talento. Essa parte a cativava por demais.
Ao chegar no final do livro, resolveu ler uma segunda vez. E dessa vez, repassar cada momento que havia achado mais legal, fazendo anotações.
Brincou de ser professora, brincou de ler a redação de um aluno. Esse é um dos mais inteligentes - pensou. E ele era, era o mais inteligente.
Morava numa biblioteca e sabia todos os assuntos, sempre tinha um livro pra recomendar. Sempre tinha um livro pra emprestar.
E sempre tinha os brinquedos mais legais que ele levava no dia do brinquedo.
Eram colegas de classe, daqueles que senta ao teu lado, na quinta fileira, na segunda carteira da esquerda pra direita.
Explica a lição e divide o lanche. E traduz o próprio livro e ainda lê em voz alta se você pedir. Te faz acreditar que a vida é poesia.
E ela gostava de pensar que isso só acontecia porque era ela. Ela não queria ter que pedir nada e tentava não pedir nunca.
Quando ele não estava, um vazio tomava conta da sala de aula. A garota então, escutava alguém entrar na sala e olhava em direção a porta. E nunca era ele.
Naquele dia, o garoto não adivinhou que ela estava lendo o livro que ele mesmo escreveu. Perdeu o jogo de adivinhação. E olha que ele estava indo tão bem!
No livro tinha a história de um mago aprendiz que encontrava um demônio. uma história dentre tantas outras histórias que a garota ainda esperava escutar dele.
Ela não era uma dessas garotas. Ela era aquela garota.
E naquele dia aquela garota escreveu em seu diário sobre o livro que aquele garoto havia escrito.
Porque ela leu aquele livro naquele dia e parecia que tudo ia ficar bem.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

De alguma central, uma ligação a cobrar chama.

Andar por ali sempre me causa alguma depressão. Despedidas, um tempo fora de casa, um tempo sem dinheiro algum.
Me encosto ao lado da janela e tento praticar alguma reflexão. É uma grande janela e eu não queria estar indo para lá.
Estou levando pensamentos comigo, levo sorrisos, frases doces, uma nova pontada pelo centro de minhas costas aproxima-se.
Eu só queria te deixado alguém com saudades, alguém com saudades do lado de lá. Alguém que ainda espere a minha volta.
Alguém que tenha algo para me dizer. Alguém na qual, eu tenha algo para dizer.
Alguém que me pergunte um - E aí, foi tudo bem?

Mas não, nunca tem ninguém. Por isso, sempre acabo dormindo mal em toda e qualquer viagem.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mais babadores!

Gente, vem aí mais um sobrinho (a) pra mim!

Agora é a vez da Laurinha.

Adoro as amigas que me dão sobrinhos!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Aproveite o dia.


Depois que parei de trabalhar em buffet infantil, demorei um pouco, mas voltei a gostar de crianças.
Ontem eu estava no metrô, sentada no banco perto do assento reservado.
Eu estava estudando em minhas últimas chances de estudar para a prova de estudos clássicos, que eu teria naquela noite.
Eu estava escrevendo sobre os Topóis do Carpe Diem.

Havia um menininho sentado no colo de uma senhora. Procurei não desviar minha atenção do caderno. Eu precisava estudar, eu não sabia as duas primeiras questões que poderiam cair na prova!
Notei que o menino começou a brincar com o meu chaveiro. Ignorei.
Depois de um tempo divagando com a mãe sobre o meu chaveiro, a mãe então perguntou:

- Você perguntou para a tia se você pode brincar com o chaveiro dela?

Eu falei que podia. E continuei escrevendo. Eu precisava mesmo estudar, não daria tempo de fazer isso antes de chegar na faculdade.
Mas o menino foi além:

- Tia, posso desenhar no seu caderno?

Foi um momento canceriano. Eu dei meu caderno e a minha lapiseira na mão daquele menino sedutorzinho.
Eu tinha que estudar e...não ia mais estudar. Eu precisava daquele caderno, daquela lapiseira e agora estava com ele.
Fiquei contemplando o desenho que ele fazia e pensando "Que merda! Eu odeio ser assim, vou bombar na prova porque não me organizei para ir bem e blá blá blá...".
Diogo, 3 anos, faz desenhos na vertical com o caderno em horizontal. Segundo ele, era um "Solzinho".
E a mãe ficou louca quando, depois, eu dei um lápis amarelo para ele colorir e ele resolveu desenhar outro.
Tentou tirar o caderno da mão do menino e ele ficou muito bravo.

- Você é aries?

Não, ele é escorpião - a mãe esclareceu.
Ah sim, claro. Foi um dia escorpião mesmo.
A menina que estava sentada ao meu lado pontuou sobre o mundo escorpião "aaaah, escorpião....eles nunca gostam de nada, mas quando gostam....".
Se esse menino gostar do meu caderno, fodeu. "E eles são super ciumentos" ela completou. Se esse menino gostar do meu caderno e não quiser me devolver eu vou me foder muito!
Já aconteceu de crianças pegarem minhas coisas, não quererem devolver e eu canceriana maldita, acabar cedendo pra ver um sorriso.
Mas eu precisava daquele caderno, eu tinha que estudar! Toda minha matéria do ano, estava lá!

- Filho, nós já vamos descer. Devolve o seu caderno pra tia?

E ele devolveu e sorriu. Que lindo, que mágico, quero ter um filho!
Mas cheguei na faculdade sem saber sobre o escudo do Arquíloco e a importância dos Topois do Carpe Diem.
E o desfecho não vou contar. É coisa minha.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Stray Cat II

Todo dia ao acordar, a primeira imagem que percebo com nitidez, é ela.
Sentada no oitavo degrau, debaixo pra cima, da escada em caracol, lá está ela.
Lá está ela, contemplando o dia que aparece do outro lado da janela.
Esboço um bom dia e não escuto uma resposta dela.

Minha adorável putinha
Interesseira e vagabunda
Eu preparo o teu jantar

Você nunca responde quando eu te chamo
Você nem sabe se eu te amo
Mas você não dorme enquanto eu não voltar.

E não adianta ligar
Porque eu não volto mais cedo do bar

*Para Dóris, com carinho.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Enquanto a guitarra chora.

Delicadamente, gentilmente, suavemente, divido o quarto com duas meninas. Meninas mesmo. Daquelas que se vestem igual e tem sempre algo para conversar antes de dormir.
É um hotel. Lembrei dos personagens marginais que moram em hoteis. Não hoteis como este, mas por ora, quis pensar que sim.
Quis pensar na minha pessoa totalmente sozinha, escrevendo compulsivamente e morando num quarto de hotel.
Mas não, isso já existe. Tem o Chinaski, tem o Bandini, tem o Dimi.
Tem o café, tem o chuveiro, tem a roupa de cama, tem uma mesinha para escrever e um frigobar da qual não comprarei nada.
Dia dos namorados. Essa data, bem como o dia das mães e o dia dos pais e qualquer outra data convencional, não representa nada para mim.
A diferença é que se um dia eu tiver dinheiro, no dia dos pais e das mães, tem pessoas para eu presentear.
Fim de um dia na qual me encontro cansada. Tem uma festa logo mais. Uma festa na qual a todo momento vou me perguntar "isso está mesmo acontecendo ou eu que bebi demais?".
Talvez seja a falta da bebida e aí, dou mais um gole na cerveja.
Passando os canais da Tv, noto um senhorzinho conhecido. B.B. King. Para minha surpresa, um documentário sobre Blues na Tv.
E essa é a grande promessa de companhia e diversão para esta noite. No dia dos namorados, dormirei com o B.B. King.
Mas vou tomar um banho. O chuveiro do hotel, tem três tipos de jatos diferentes. Eu poderia morar debaixo daquele chuveiro.
Entendi a frase: "Vou preparar o banho". A água demora para temperar. Tem que ligar as duas torneiras, senão você congela ou você queima os braços, como eu fiz em uma das minhas tentativas de desligar uma torneira por vez.
A Tv está no último volume e lá do chuveiro consigo escutar vozes e risadas e música e penso que até parece que tem alguém ali, me sinto menos sozinha.
Eu não queria sair de debaixo deste chuveiro, nunca! O mundo lá fora, parece perigoso demais pra mim.
Mas no dia seguinte, estarei mais descansada, visitarei uma feirinha que me fará muito bem. Depois vou ler sobre tragédia grega, deitada na cama, sentindo o sol bater em meu rosto.
E elas estarão conversando sobre um assunto de meninas qualquer, e uma delas estará segurando um incenso bom para circular energia.
E os beatles estarão tocando suas músicas mais melancólicas, no iphone em cima da cama ao lado.
Mas sabe, aquele papel higiênico e aquelas toalhas...não são tão macios.
Tudo muito bonito, tudo muito impessoal.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novas habitações.

Tinha poucos amigos. E ela os guardava com todo o carinho dentro da gaveta do quarto.
Qual o nome dele - eu perguntava - Gustavo - ela dizia - e por que o Gustavo mora lá? - Por causa da polícia.
Ao ser questionada sobre o Gustavo, ela mencionava o gorro vermelho que ele usava. - E qual o tamanho dele? - aí então ela esticava seus bracinhos diante do corpo.
E eu podia concluir: é do tamanho dela. Nunca perguntei o tamanho da gaveta em que o Gustavo mora. Uma vez ela falou que tinha a Lola também. Mas não lembro se morava lá por causa da polícia.
Um dia levei balas pra ela, numa tentativa de ser aceita na turma. Mas nunca fui convidada para morar na gaveta.
Cresceu, ganhou novos amigos e aquela gaveta tornou-se pequena.
"Vou guardar todos meus amigos num potinho e levá-los comigo", sempre que quiser, eu completaria.
Mas...alguns amigos não queriam dividir o mesmo potinho. "Tá, coloco vocês em potes separados".
Tá bom. Os amigos ficavam em potes, observando-as de longe. Fizera mais amigos do que jamais pudera imaginar.
Era um presente mais que perfeito. Pela tarde ela deitava na cama, para assistir um filme bobo e infantil, que ela já havia assistido várias vezes.
Depois ficava sozinha em um canto vazio, até alguém vir e perguntar, o que você está fazendo aí?.
Eram todos amigos imaginários.
Eu não existo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sobre as últimas bolachas do pacote de bolacha sem recheio.

As vezes acontece umas coisas comigo naquela faculdade que fazem eu me questionar muito sobre o lugar onde estou.
Hoje me lembrei da época do colégio. Tinha aquelas garotas que achavam que todos falavam delas, que todos tinham inveja delas.
Normalmente elas juntavam-se com mais uma ou outra loirinha tingida e aí, vinham tirar satisfação sobre qualquer coisa que elas achavam que nós, mortais havíamos falado delas.
Num colégio medíocre e pseudoburgues como o meu, isso era muito normal, inclusive, as funcionárias faziam isso também.
Quando acontecia isso, rolava um burburinho do tipo "fulana vai bater em ciclana".
Não lembro como, mas eu sempre era aquela que tinha que dar satisfação. Sempre alguma mina babaca vinha tirar satisfação comigo.
Eu não dava satisfação. Sempre fazia a louca. O que? Eu? magina....jamais falaria isso de você, minha flor. Segurando a risada, claro.
Sempre achei esse mundo feminino imbecil, eu me divertia. Respondia de um jeito estúpido e foda-se.
Sempre fui até o fim, eu comprava a palhaçada toda. Isso me divertia.
Mas nunca ninguém tentou bater. Tentasse, pra ver.
Minha mãe sempre falou que se alguém tentasse me bater, eu podia bater também. Era isso que eu sabia.
Das poucas vezes que me enfiaram em alguma confusão no final das contas, a outra mina arregava.
No fundo, sempre pensei como seria divertido alguma mina embaixo do meu corpo sendo socada por mim.
No último ano de colégio, quase tive a chance. Uma menina da 8ªsérie, escutou eu falando que ela era uma criança.
Ela tentou me encurralar no banheiro e no dia seguinte, chamou uma penca de amiga pra se defender. Muita gente se juntou em volta, no pátio.
Seria ridiculo, eu, do 3ºmédio virando um soco numa pirralha da 8ªa série. Mas aquela mina sempre encheu o saco. Eu queria abrir uma excessão.
Eu dei uma resposta atravessada e ela arregou. E eu terminei o colégio sem ter espancado alguém.

Lembrei disso porque hoje só porque eu estava com a mão na boca, durante o momento da apresentação de um trabalho, um cara da minha classe veio me perguntar se eu tinha algum problema com a pessoa dele. Algo parecido com o que me acontecia na época do colégio.
A tal pessoa a mim é tão insignificante, que eu nem sei o nome dele. No minimo, eu devia estar esboçando alguma indiferença na hora em que ele estava falando, ou sei lá o que.
Eu achei tão babaca que não tinha muito o que responder. Talvez se ele se concentrasse um pouco mais no próprio trabalho do que nas minhas reações, quem sabe, a apresentação não fosse um pouco mais interessante.
Mas não dei essa sugestão. Na verdade, me deu um pouco de preguiça deste assuntinho todo. Eu sinceramente, tenho mais o que fazer do que ficar me preocupando com a opinião das pessoas que nem a aula assiste.

Tô cagando e andando pra não fazer montinho.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A água ainda deve estar quente.

Foi o jeito que eu dei pra achar um pouco de poesia na solidão e na dor.
Uma vez perguntaram a ele o que ele fazia quando algo acabava e então ele disse "Eu tranformo". E eu guardei com tanto carinho aquela informação.
Arquivei junto com aquele ensinamento - que aprendi com ele também - sobre o "conhecimento funcionar com sobreposição" que eu inutilmente passei para frente na minha aula de linguística.
Desde então venho tentando sobrepôr e tranformar, mas as vezes me demoro.
As vezes só consigo pensar ao sentir a água quente do chuveiro escorrendo em meus cabelos curtos, batendo em minha nuca.
E eu sinto o cheiro do novo shampoo e busco em minha memória, alguma lembrança já esquecida.
Olho com alguma mágoa para as calcinhas que eu pendurei numa torneira que um dia já fez jorrar água em uma banheira.
Calcinhas que já viram melhores dias. Calcinhas que preciso pendurar no meu varal. Não há mais calcinhas em minhas gavetas, acho que é o momento de comprar calcinhas novas.
Eu peguei creme demais. Daqueles cremes de pote que quando a gente passa, escorre pelo rosto e ainda assim, achamos que o nosso cabelo estará salvo.
Eu queria um cachorro amarelo e sorridente que me esperasse melancolicamente, com a cabeça entre as patas, abaixado na porta, enquanto eu não chego.
Eu queria um gato vagabundo como eu, só meu, que olhasse pra mim e pensasse "Essa é a minha humana, é a humana que eu escolhi. e esse é o meu cachorro, e essa a minha cama, e esse meu sofá e esse meu canto
e esssa é a minha cadeira, mas a minha humana acha que ela é dona de tudo isso só porque ela comprou". E ele saberá que nós somos donos apenas do que nós escolhemos e talvez apenas ainda, do que nos escolhe.
Eu ainda penso sobre a morte que aguça a minha curiosidade. A morte do lado de lá. Do lado de cá eu choro, do lado de lá eu nem sei, eu nem sei que já morri.
Lá de longe vem uma música que está tocando no rádio, algum heavy metal. Parece que tem alguém.
Eu já percebi como troco de assunto a cada linha. Eu posso estar feliz, mas a solidão estará sempre aqui.
Ela apareceu na primeira linha e na antepenúltima, enquanto tranformo o frio no calor, numa prosa sobre a dor.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Stray cat

Tem dias em que eu torço para que tudo acabe logo.
A única coisa que eu quero é que hoje seja melhor que ontem.
Eu só quero que hoje termine bem para que eu pense que o dia de alguma forma melhorou.
Eu tenho algumas moedas na carteira e tudo bem, porque meu pescoço mantém minha cabeça presa e o meu olhar continua seguindo para a frente.
E tudo bem se eu estou com fome e só vou comer daqui a quatro horas, tá tudo bem.
Eu vou acender o meu cigarro e me sentir menos sozinha, eu vou parecer distraída agora e ninguém vai me notar.
Gosto quando a fumaça sai distraidamente sem esforço algum fazendo um desenho no ar e dispersando-se no vento.
Eu fumo um, eu fumo dois, eu fumo dois e três em uns dez minutos. E o vento me bate na cara e sinto uma nostalgia e eu só queria que tudo ficasse bem.
Eu só queria conseguir concluir todas as minhas tarefas, eu só queria me sentir menos insegura, eu só queria uma caralhada de coisas.
E em dez minutos que estou aqui, fingindo pensamentos vazios, duas pessoas já vieram me pedir um isqueiro emprestado.
Que tipo de fumante vocês são, que não tem um isqueiro? Sou fumante de dias pobres e carrego comigo um isqueiro.
Sempre quando acendo o cigarro jogo o isqueiro na mochila e depois ele some. As vezes tenho vontade de sumir junto com ele.
Aprendi a baforar o gás, aprendi a bater a cinza de forma menos ansiosa. Aprendi que o café me traz o mesmo gosto do cigarro.
E eu sempre quero escovar os dentes depois do cigarro. Mas hoje não tem escova, hoje não tem pasta de dente. Mas tá tudo bem.
Eu comi aquela pizza de barraquinha, aquele suco barato e aquele chocolate com gosto de infância e parecia que ia ficar tudo bem.
Alguém vai me dar uma carona. Talvez esse alguém, tente abusar de mim durante essa carona.
Mas vai ficar tudo bem.
Aquele dia eu te fiz prometer que não iria me sequestrar. E você disse que não o faria, nem roubaria meus rins.
Talvez eu fosse só mais um cigarro, daqueles que a gente fuma delicadamente e mesmo assim acaba quando chega no filtro.
Sequestrasse, levasse um rim, mas deixasse esse pedaço do meu coração que ficou com você.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Você já pensou que ia morrer?

Eu já.

A última vez foi no bar. A banda estava tocando Great Balls Of Fire e estava rolando um show de pirofagia.

A estrela do show tacou fogo na geladeira. Eu agarrei a minha bolsa, pra facilitar o reconhecimento do corpo.

Que deprê! Nunca tenho dinheiro pra vir aqui e quando eu venho, eu morro!

Se eu morrer, vou pegar meu dinheiro de volta.

Pense pelo lado positivo. Pelo menos, a música era do Jerry Lee Lewis.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Quando acordo ás sete da matina;

Estou com dor de cabeça. Meu quarto estava cheio de pernilongos, levei duas picadas na testa e resolvi ligar o ventilador para dispersar. Está frio, estou com dor de cabeça.
Estou usando uma touca colorida numa tentativa quase imbecil de ver essa dor de cabeça passar. Já tomei uma aspirina, quero dormir e acordar num lindo dia, num lindo dia em que ele vai ligar e falar:
- viu como eu não sumi?
E eu vou dizer:
- Achei que você não fosse ligar.
E ele vai responder:
- Eu não te liguei antes para não parecer fácil!
E eu vou dizer:
- Você não é fácil. Você é legal!
E ai eu vou dizer que bom que ele ligou e dizer que adoro surpresas e vamos conversar e dar risada.
E talvez ele diga que foi legal aquele dia e eu vou dizer que ele me fez muito bem.
E aí vamos sair denovo e conversar e dar risada, e sair denovo e conversar e dar risada, e denovo e conversar e dar risada.
E talvez eu tenha uma piada nova.
Não são expectativas. São apenas as cenas seguintes que deveriam vir depois de eu ter me mostrado uma garota legal.
Sabe, as vezes sou legal. Mas não gosto de assumir isso, para não parecer prepotente. Então sou quase legal ou legalzinha.
Ontem me falaram que eu faço muito sucesso com os caras. Mentira. Mas aí quem falou argumentou: Tem vários deles querendo você aqui e no seu formspring!
Ok, troco todos eles por esse, e ainda dou em troca também um maço de cigarros. Não precisa de tantos caras, só de um interessante, doce e quente já tá incrível para mim.
Eu queria aquele cara. Porque ele não é qualquer cara. Você sabe, ele não é um cara que se encontra em qualquer mesa de boteco.
Porque tinha eu e tinha você. Porque o seu cabelo tem um cheiro bom e eu sei que não é só um shampoo.
Dessa vez eu mereço, vai.

E a dor de cabeça passou. Escuto meu travesseiro me chamar.

domingo, 30 de maio de 2010

Saxofonista: a missão.

Achei que a história dele merecia um post porque achei engraçada.

Vê só:

A primeira vez em que eu fui naquele bar, eu queria o Saxofonista. Me encostei junto ao balcão depois do show e fiquei esperando ele se aproximar pra eu aplicar a estratégia nº1.
Só que enquanto eu estava fazendo isso, outro cara (baixista) apareceu e me agarrou. E aí, eu já tinha que ir embora, estava de carona.
Que merda - pensei - eu queria o Saxofonista mas o baixista me agarrou e me fez perder o meu tempo! Amarguei uma derrota.
Eis que, não lembro porque, o baterista veio falar comigo. Eu contei o ocorrido. E o baterista me puxou pela mão e me levou pra falar com o Saxofonista.

- Saxofonista, essa daqui é a Mayra, ela quer ficar com você!

Eu fiquei rosa fúcsia neon e não tinha mais pra onde ir. Contei exatamente o parágrafo acima. Ele perguntou se eu tinha aprendido a dançar o rockabilly. Nós dançamos e ele me beijou.
Mas eu tinha que ir embora, estava de carona. Ele falou que nós podíamos ir pro carro dele.
Claro que eu disse que não. E achei uma pena, porque não deu tempo pra ele sacar que tipo de mina eu sou. Dei o número do meu celular, ele nunca ligou.

Quem ligou no dia seguinte foi o baterista. Fiz um favor a ele em agradecimento e ficamos amiguinhos.
No meio da semana, o baixista mandou mensagem mas não retornei. Ele não tinha se mostrado interessante.

Os meses passaram-se. E eu fiquei mais amiguinha do baterista e passei a considerar a possibilidade ficar com ele.
Mas não ficamos, por motivos que eu desconheço. Tive só uma oportunidade, perdi e nunca mais teve outra.
Agora ele deve estar namorando e eu o vejo toda semana, pois coicidentemente, sou obrigada a frequentar um lugar na qual ele trabalha.
No dia do aniversário fui deixar um scrap e o Saxofonista estava no orkut dele. Reconheci. Nem lembrava a cara dele...

Ontem eu estava no bar. Tinha um cara muito mala querendo dançar o tempo todo comigo e ele não sabia dançar, aquilo me irritou um pouco e eu resolvi sentar.
Reparando no ambiente, achei um cara que parecia interessante. Comecei a repará-lo. Ele era vizinho da minha mesa e ele era amigo dos caras da banda, que coicidentemente, tocaram no dia em que eu conheci.
Como dançar, me estava meio fora de questão, passei boa parte do tempo observando aquele cara. Vi ele dançando. Ele sabia dançar, somando isso com a camiseta do Elvis estilosa que ele tinha....não tive dúvidas, é frequentador desse rolê!
Eis que em algum momento insano eu penso - socorro, acho que é o saxofonista!!!! Meeeeerda, ele deve ter uma péssima impressão de mim! e ele é o único interessante! E agora?
Amarguei outra derrota e fui pra pista para um momento de catarse. O mala me tirou pra dançar. Eu estava na frente do Saxofonista. Percebi que ele estava acompanhando a cena.
O mala tentou ficar comigo, acho que pela 3ª vez e eu não ia ficar com ele, nem se ele tivesse duas picas que tocassem musiquinha, comecei a falar que não, que eu era chata e tals. Eu dando um fora, imagina como sou ruim nisso!
O Saxofonista viu e deu risada. Tive certeza que eu ganhei um ponto aí. Ser seletiva tem algo de bom.
Quando o mala tentou dançar comigo e me pegar por trás, foi a gota d'agua. Tá tudo dando errado!
A cerveja é cara. Fui fumar. O lugar de fumar é uma gaiola. E quem estava lá? Tan dan! Saxofonista!

Já pensou que divertido, se ele não lembrasse de mim e eu ficasse com ele denovo? Afinal de contas, ele não era tão ruim, só não havia dado tempo de aplicar a estratégia número 1!
Resolvi aplicar a estratégia número 1 naquele momento.
Umas pessoas dentro da gaiola resolveram conversar e ele tava na conversa. Oba. Rolou um...qual seu nome? Todo mundo respondeu menos ele.
Eu falei o meu e dei informações que eu havia dado quando fiquei com ele. Ele não se manifestou, oba, ele não lembrava de mim.
Aquelas pessoas foram embora e ficou só ele na gaiola. OBA! Perfeito. Perguntei o nome dele e ele disse. Oh my god! Era o Saxofonista mesmo!
Fiquei afim do mesmo cara duas vezes! Incrível Mayra. Assim, você vai longe.
Ao falar o nome eu não acreditei e falei se ele não lembrava de mim mesmo. Ele disse que não. ótimo e eu disse isso e ele ficou constrangido por não lembrar e eu disse que era melhor assim.
Comecei a aplicar a estratégia número 1. Eu já havia fumado três cigarros nesse tempo. Era hora de parar. Parecia ter funcionado. Disse que estava indo embora. Ele me puxou e me beijou.
Estratégia número 1 aplicada com segurança, missão concluída com êxito.

Ele é capricorniano, isso dispensa explicações sobre como ele é, né?
Nessa eu fui eu mesma, gostei de mim nessa missão. Trabalhei a questão da segurança.
Passo número 2, ele tá com o meu contato. Quem sabe ele não resolve permanecer?

Talvez ele não apareça nunca mais, tudo bem, fazer o quê. E até agora ele não sabe como eu já o conhecia.
E eu nunca gostei tanto dessa vida de anonimato.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E eu finjo que eu acredito...

...no mundo. No senso de coletividade das pessoas que nele habitam.

Sempre disseram que eu sou muito seletiva, que eu escolho muito.
Verdade. Eu escolho muito mesmo e isso não é uma questão pra mim. Eu escolho muito porque eu nunca acreditei no senso de coletividade das pessoas.
Os individuos não estão preparados para conviver em coletivo. Há aqueles que tentam. Que bom, porque dentre tantas pessoas, posso escolher alguns alguéns.
Pra mim coletividade significa colaboração, cooperação e divisão. Pras outras pessoas, isto não significa nada.
A todo momento penso nisso. Quase sempre opto por um caminho mais individual porque não acredito na unanimidade.
É dificil se relacionar de qualquer forma com alguém que não consiga enxergar além do próprio umbigo.
Acho que existe um coletivo e todos nós temos fragilidades. A todo momento penso ter a impressão de que tenho que ser forte o tempo todo.
E eu não sou forte o tempo todo. Pode ser que um dia eu não entenda o texto que eu li. Pode ser que um dia eu acorde doente.
E tudo bem se o resto das pessoas souberem a parte que lhes cabem. Porque eu sou um individuo num coletivo, se o coletivo tem consciência do que é um coletivo, oras, esse coletivo é capaz de sobrepor uma unica fragilidade.
Mas quando um coletivo todo é frágil...é disso que eu tenho medo. Por isso que eu escolho.
Mesmo que eu pareça forte, eu quero saber que existe sim, espaço para a minha fragilidade.
Quero achar que se um dia eu não tiver conseguido mesmo concluir uma tarefa, o resto do coletivo consegue concluir sem mim.
O tempo todo me vejo tentando concluir tarefas sozinha. Tarefas que são coletivas. E isso me incomoda, muito.
Não vou deixar de concluir uma tarefa porque o outro não concluiu. Mas isso me faz deixar de escolher o outro. Eis a questão.
Andei reparando que raramente eu cago numa escolha. Sou muito intuitiva, isso me ajuda.
A verdade é que eu sempre fui seletiva e nunca tentei esconder isso porque é algo muito evidente. Desisti de mudar, inclusive.
Eu acho que eu sou o que eu escolho. Nada fala mais sobre mim, do que as escolhas que eu faço.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Depois de passar por Andromaca.

Eu odeio o fracasso.
As vezes eu me acho competitiva quando participo de algum jogo. Mas na verdade eu odeio o fracasso.
Poderia ser um medo, mas eu já fracassei tantas vezes que o medo lenvantou-se e foi-se embora.
As pessoas são extremamente simples de lidar. E eu também sou. Mas a minha dificuldade sempre esteve em lidar comigo mesma.
Eu sempre perco na competição comigo mesma e aí que eu fracasso. Eu sempre perco pra minha insegurança.
As vezes eu me questiono se eu me cobro demais. Eu me cobro, verdade. Mas não sei se é demais ou no limite necessário.
De uns tempos pra cá, tenho tido plena consciência do que eu desejo e não aceito mais qualquer coisa.
Não dá mais. É essa a busca. É algo que me mantém viva. Enquanto eu sentir falta de alguma coisa, eu estarei buscando.
E esse é o meu combustível. Talvez um dia eu não tenha mais nada para buscar e aí eu vou querer conhecer de perto a morte.
Talvez a morte seja a única coisa que me deixe curiosa que eu não tenha conseguido conhecer até então.
Mas talvez demore pra chegar lá, são tantas coisas que eu não sei e quero saber!

Só to falando tudo isso, porque ontem me senti péssima porque não consegui ler (como eu acho que eu deveria!) um texto pra aula.

Essa semana percebi que eu tenho muita dificuldade pra me concentrar.
E tem coisas que por mais que eu leio não consigo dominar e isso me incomoda muito!
E isso me frustou e me fez pensar muito.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pra guardar.

A experiência da apresentação na feira da Pompéia, foi deliciosamente diferente e incrível pra mim.

Um dia eu escrevo direito sobre isso.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Holofote...

Estar num lugar que me deixa a vontade, faz toda a diferença.
Por isso que eu estou adorando a faculdade e consigo até ser simpática.
Sempre sorrio pra pessoas, ajudo, converso. Sempre conheço gente nova.

E hoje algo inusitado aconteceu.
Eu estava passando pela minha classe e um garoto sorriu para mim. Eu retribui o sorriso.

Segue o diálogo:

Ele:

- Você não era do Etapa?

- Sou, como você sabe?

Eu não lembrava mesmo dele.

- Você não sentava nas fileiras da frente, primeira carteira, lado direito?

Socorro.

- Aham....

- Você sempre sentava com uma perna em cima da outra né?

Aí, já era demais.

- Engraçado, eu não lembro de você. Sou péssima fisionomista!

- Eu também sou. Mas nem me pergunte porque eu lembro de você.


E eu não perguntei. Só lembrei do episódio onde tive a oportunidade de conversar com o menino da facu que eu quero desde o dia da matrícula.
Ele perguntou como eu sabia o nome dele e lembrava que ele tinha cabelo mais comprido.

Eu pensei em responder "oras, porque eu quero você".
Mas era o primeiro encontro.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A história de um piriri

No sábado retrasado fiquei com piriri.
Na segunda perdi mais da metade da aula, trancada num banheiro da faculdade.
Cada vez que eu comia eu ia direto pro banheiro.
Na terça me irritei e simplismente parei de comer. Bebia liquidos para não desidratar.
Estava na aula de linguistica e resolvi tomar chocolate quente da cantina. E é muito ruim o chocolate quente da catina.
Coloquei metade do copo de açucar. Passei muito, muito mal.
Na quarta não tava mais aguentando ficar sem comer e fui na farmacia pro Mario me atender.
O Mario é um farmeceutico velhinho, da época dos meus avós, da época em que as pessoas iam para a farmácia ver qual era o problema.
Ele me deu dois remédios e eu tinha que tomar só chá e bolacha. Disse que no dia seguinte eu estaria melhor.
Na quinta continuei fazendo isso e pareceu melhorar.
Na sexta passei mal denovo. E não fui para a faculdade. Eu nunca tinha faltado na faculdade. Me odiei por isso.

Nessa hora o desespero me consumiu. Eu tinha peça nesse sábado e uma cena no domingo. Como fazer isso, com todo esse piriri?
No sábado, obviamente, almocei e passei mal. Fiz a peça inteira com a barriga pesada. Não fui nem na virada cultural.
No domingo estava tudo muito pior. E o banheiro era 5 reais. Eu apresentei a minha cena e fui direto para o hospital.

"Olha, eu diria que é uma virose....mas do jeito que você tá....é uma infecção bacteriana"

Legal, agora por causa disso tenho que fazer uma dieta de no minimo uma semana, se eu não quiser continuar morando no banheiro.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Refugo

Esta é a terceira peça do repertório do meu grupo de teatro O Pequeno Teatro de Torneado.
Montamos ela pelo projeto Conexões em 2008. Este foi o ano em que eu larguei tudo só pra fazer teatro.

O Refugo é o nosso terceiro filho. Com uma encenação mais fechada, texto pronto de uma dramaturga britânica.
Demorei pra gostar desse filho, mas hoje em dia, eu me sinto muito feliz por tê-lo.
Em 2008, apresentamos no teatro Cultura Inglesa, em 2009 participamos do festival de Curitiba, fizemos uma temporada e ainda uma mostra em guarulhos.

Em 2009 também, apresentamos no Teatro Vivo, num projeto de formação de público que foi a minha experiência teatral que eu mais gostei.
Apresentamos pra um teatro lotado de moradores da periferia. E foi delicioso. Porque no começo eu me sentia muito insegura e em dúvida, se eles comprariam o nosso jogo ou não.
Eles começaram dispersos e foram cedendo ao decorrer da peça e no final já estavam totalmente envolvidos pela peça.
Eu não esqueço aquela sensação.

Semana passada, a Vivo nos convidou para fazer uma temporada com alguma peça jovem e escolhemos o Refugo pra apresentar.

Aqui tem uma crítica que saiu da nossa peça no jornal Estadão, ano passado, durante o Festival de Curitiba.

Segue abaixo o flyer e o serviço:



Refugo

Em seu aniversário de onze anos, Kojo vê sua família ser assassinada por guerrilheiros em meio à guerra civil instaurada em seu país. Aos catorze, é mandado por um tio ao Reino Unido, onde recebe tratamento em um abrigo para crianças refugiadas. Refugo é uma história sobre a infância perdida e um assassinato cometido no Reino Unido por uma criança africana.

Sábados, às 16h

De 15 de maio a 05 de junho.



Serviço



Espetáculo: Refugo

Texto: Abi Morgan

Direção: William Costa Lima

Temporada: Dia 15 de maio a 05 de maio

Dias/horário: sábados, às 16h

Onde: TEATRO VIVO

Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 - Morumbi.

Telefone: (11) 7420-1520.

Estacionamento: R$ 15 em dinheiro, somente com manobrista

Capacidade: 290 lugares. http://www.vivo.com.br/teatrovivo/

Entrada Franca:

Classificação indicativa: 10 anos

Duração: 70 min

Maiores informações: www.torneado.blogspot.com

Claro que a presença dos amigos me deixa muito, muito feliz!!!

Qualquer coisa, entre em contato via cel, tel, orkut, msn, blog ou email!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Feira Cultural da Pompéia

Foi assim: A Paula Klaus falou que estava na organização de algumas partes da Feira da Pompéia e perguntou se eu queria encenar um texto dela.
Claro que eu topei. Mas eu não queria ficar sozinha em cena, então, chamei o Enéias pra fazer a música.

É uma pocket cena. É simples. Mas eu gostei do resultado. Fiquei muito feliz pela oportunidade de dizer o texto da Paula e ainda dividir a cena com o Enéias.

Vamos apresentar neste domingo, dia 16 de maio, as 16:20, na rua tucuna esquina com a rua maringá, na pompéia. perto do sesc pompéia, metrô barra funda.

Quem puder, cola lá!

E aqui tem mais informações sobre a feira!

Qualquer coisa, fala comigo!

Lembrando que no sábado, reestréia minha peça "Refugo" no Teatro Vivo. Mas depois eu falo disso.

domingo, 9 de maio de 2010

Oi.

Não gosto de ficar sem escrever aqui, por isso uma semana já é o bastante para que eu possa tomar vergonha na cara e publicar algo.
Eu tenho muita coisa pra falar, muita mesmo e eu já devo ter dito isso.
O tempo para escrever aqui, vou ficar devendo.

Até o próximo dia 16, tudo estará muito corrido.
Dia 15 tem reestréia da minha peça "Refugo" no Teatro Vivo, foi uma surpresa pra gente e estamos ensaiando ás pressas pra deixar a peça melhor.
E dia 16, apresento na feira cultural da pompéia com o Enéias. Claro, depois falo de tudo isso, com um pouco mais de detalhes.

E a faculdade continua tomando bastante tempo. Essa semana escutei "Você tá fazendo Letras?, parabéns, você é corajosa".
Não entendi bem, mas gosto da característica coragem. E tô adorando o curso. Todo dia fico muito feliz quando entro naquele campos.
Eu gosto de lá. Talvez seja só porque eu estou no primeiro semestre, sei lá.

Ah, e eu troquei de escola de inglês. Doeu muito. Mas a nova escola é legal também. E lá eu tenho aula semi particular, assim vou aprender muito rápido!

Agora vou descansar um pouco e fazer alguma coisa divertida, que essa semana, será estressante.
Preciso começar a relaxar desde já.

sábado, 1 de maio de 2010

Epílogo nº 1.

Sempre existiram alguns vazios e talvez sempre existirão alguns vazios e muitas vezes tentei tapá-los inutilmente.
Muitas vezes eu queria um presente azul e não tinha e ganhei o vermelho e tentei gostar e gostei ou ganhei o amarelo e tentei gostar e não deu certo.
Muitas vezes me contentei e me contento com o menos legal. E tudo bem, porque é isso que tem pra hoje.
É o pão velho do dia anterior com o resto de manteiga que sobrou destampada na geladeira. Pelo menos tem uma geladeira.
Mas só porque eu não consigo preencher um vazio de forma adequada, não quer dizer que é necessário de preenche-lo mal.
Sempre existiram alguns vazios e talvez sempre existirão alguns vazios.
Mas tudo bem mesmo, porque é a falta que nos move.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O que é teatro?

Este é um trecho que eu peguei emprestado do blog do meu grupo de teatro, O Pequeno teatro de Torneado.
Foi escrito pela minha colega de grupo/amiga/musa/flautista preferida/flor mais linda do jardim: Bia Barros.

O texto na íntegra (sobre a nossa montagem mais recente) dá pra conferir no blog do nosso grupo.
Escolhi esse trecho porque representa muito o teatro que eu faço hoje.

Tô colocando aqui, porque ontem o meu professor de estudos literários perguntou "O que é teatro?".
Oras, depende. Qual referencial estamos usando?

Eu escolhi responder que era a reflexão da vida. Claro que não era essa a resposta que ele queria, tudo bem.
Mas é nisso que eu acredito. Ele usou a situação de que se alguém te parasse na rua e perguntasse com o microfone, de cara, o que você responderia?

Ao ver o texto da Bia, achei que seria legal publicar aqui também. Segue aí:

"Teatro é ritual. O Torneado valoriza muito isso. Não só valoriza, mas acredita nessa afirmação. Juntar pessoas para assistir, outras pessoas falando sobre o humano, é um ritual de troca. E a idéia da troca, vem junto com a idéia do emprestado. A gente empresta essa experiência. E depois, a pessoa que recebeu a experiência reverbera aquilo dentro dela e vai passando para as outras pessoas que vivem ao longo do cotidiano com ela, e a coisa vai reverberando. Assim como o público reverbera no ator, naquele momento, e o ator leva aquela experiência com ele, emprestada. E depois dá para o seu cotidiano. E recebe, e passa, e empresta, e troca."

É o que eu tenho pra dizer hoje.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os ursinhos carinhosos.

Regra número 1: Se você não é o meu namorado nós não precisamos "nos ver mais vezes".
Nós só vamos nos ver, quando eu puder. E quando eu puder, quer dizer, quando eu não tiver mais nada pra fazer.

Se eu tiver que escolher entre você e o ensaio, eu escolherei o ensaio, se eu tiver que escolher entre você e a faculdade, eu vou escolher a faculdade.
Se eu tiver que escolher entre você e a melhor amiga, eu vou escolher a melhor amiga, se eu tiver que escolher entre você e um passeio eu vou escolher um passeio e daí por diante.

O que eu quero dizer com isso é que, se o cara não é assumidamente meu namorado eu não vou abrir mão de nada que eu julgo importante para ficar com ele e amaciar o ego dele.

Ora, por que estou dizendo isso? Porque eu acho que o Atendente, merece mais um post aqui.

Porque a história dele, ilustra bastante o como eu tenho recursos para continuar bancando alguns dos meus principios.
Um principio que atualmente ando pensando muito é: Não namorar qualquer cara.

O atendente foi uma promoção que eu ganhei que me fez pensar muito.
Conheci o Atendente no começo de novembro quando fui comprar meu celular. Ele evidentemente, me vendeu o celular e eu apostei com a minha própria mãe que ia ficar com ele.
Por que? Porque ele era bonito e pareceu me achar cativante (*fato) apesar das minhas roupas podres.
Escrevi um post aqui chamado "quem paga a conta?" que eu explicava porque ele era uma promoção entre outras coisas.

Quando eu ficava com ele me achei muito do mal. Sabe? essas garotas impetuosamente exigentes que vão acabar sozinhas?

Pois é, agora, você leitor, veja se a minha intuição falhou dessa vez.

Comprei o celular no começo de novembro e aí começou tudo. Fiquei com ele em dezembro e só fui vê-lo depois em dezembro.
Fiquei com ele até março (carnaval) que foi quando as minhas aulas começaram e ai, nosso tempo parou de bater.
Depois que começaram as aulas, vi ele só mais uma vez. Ele sempre com essa história de querer ser namorado, mas que precisava ver mais vezes.
É, por mais que eu não considerasse ele uma puuuuuuta opção de namorado, como dizem que eu sou exigente demais, resolvi ser mais tolerante.
Eu falava que se ele fosse mesmo meu namorado, automaticamente, vamos nos ver mais vezes.
Dia 29 de março, roubaram meu celular. Isso foi numa segunda.
No meio da semana, tipo quarta, ele ligou em casa. Ele queria que eu cabulasse a aula ou desse um truque para vê-lo.
"Fulaninho de tal, não dá pra eu faltar na faculdade, por que não podemos nos ver no fim de semana?"
Ele respondeu, fiquei chocada: "Porque no fim de semana, eu hiberno".
Tudo bem, respeitei o ritual das pessoas que hibernam.

Mas isso só confirmou ainda mais a minha teoria de que era um "Urso".
O que é um cara urso?

Ursos ficam lindos em cima do meu guarda-roupa. Lindos e perfeitos para mostrar pras amigas e falar "olha o que eu ganhei".
Eles são quentes para abraçar. Eles não te questionam quando você os abraça ou parece fácil. Eles só querem o seu carinho incondicionalmente!

Mas são péssimos para você levar para qualquer lugar e tentar conversar sobre algum assunto interessante.

Conclusão: Ganhei o ursinho quando comprei o celular, a semana em que roubaram meu celular foi a última vez em que eu falei com ele. Ele não retornou e eu menos ainda. Fim de promoção.

Sim, eu poderia ter ligado e corrido atrás e continuado com ele.

Mas se o cara não apresenta expectativa nenhuma de ser um namorado decente....vale a pena "nos ver mais vezes" que é o que ele queria?

O Atendente foi recordista. No primeiro dia em que saimos eu já sabia que não ia dar em nada. Mas tentei ser legal e fiquei com ele por QUATRO meses.

Gente, os ursos comem e hibernam. Eu mereço mais que isso.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Passadinha...

A faculdade toma um bocado de tempo, é vero.
Mas estou num caminho da qual tenho gostado muito. Tenho conseguido concluir alguns dos meus objetivos e isso me deixa até feliz.
Algumas coisas realmente não saem da forma como eu gostaria. Por exemplo, hoje tem prova de linguística e eu não consegui ler todos os textos.
E o que me incomoda mais,é que eu não tenho todos os textos. Eu não consegui tê-los. Não foi falta de capacidade minha. Tem coisas que não dependem só de mim para funcionar e as vezes eu percebo que estar numa faculdade é assim.
Comigo tem sido assim, é tudo muito dificil de conseguir, sabe.
O lugar na qual eu estudo, tem milhares de questões para serem resolvidas e tudo está muito no começo ainda.
Eu tento entender e deixar me preocupar menos com coisas tão pequenas como não ter os meus textos para me sentir segura numa prova.
Talvez eu nunca fique segura.
Essa semana reparei que deixei de ler e escrever por prazer. Agora busco um prazer nas coisas que tenho que ler e escrever por necessidade e tem ficar legal assim.
Não é uma reclamação. Sei que daqui quatro anos estarei me sentindo um pouco mais realizada.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Oi !

Sumi, eu sei.
Era o quarto. Havia goteiras por todo o quarto. E alguém falou que o quarto é reflexão da nossa mente e eu acho que sim e vice versa.
Se o quarto estava confuso, sem espaço para mais nada que não fosse vazamentos e goteiras e jornais e bacias, minha mente estava assim também.
Não é falta do que escrever não. As criaturas falantes sempre tem o que escrever ou falar e eu sou assim, falante. É um jeito de esconder a minha timidez.
Também ando com preguiça de escrever qualquer coisa, é essa a verdade.
Nesses últimos dias muitas coisas aconteceram, conto quando der.

Ah, não sei se eu já disse....mas tenho um formspring e um Twitter.

Tenho sido mais frequente nesses dois rolês...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pra quem se atrasou como eu....

Não tive aula hoje, aproveitei e fui sozinha ao cinema, como há muito tempo não fazia. E isso me faz muito bem!
Foi-se o tempo do amor, da minha vida social e dos meus programas culturais, eu ando realmente por fora.
Mas hoje tentei me retratar. Fui conhecer o Cinesesc e assistir um filme na Mostra dos melhores de 2009.
Achei muito legal esse projeto e pretendo colar lá mais vezes.
Quero deixar essa dica, então, coloco aqui, o que achei dos filmes da mostra que já assisti. (Sim, são comentários bem pessoais mesmo!)


"Moscou" - Esse foi o que eu assisti hoje. Achei foda porque mostra o processo artístico de criação de uma peça, pelo grupo Galpão.
Desde o "Till" que gosto do trabalho dos caras e esse filme me fez pensar muito sobre o que eu quero com teatro e arte.
É o teatro dentro do cinema e sim, eles dialogam muito bem. O que eu achei muito interessante foi esse flagrante do processo de criação.
Como um processo artístico provocador pode reverberar na cena. Os exercícios de memória, mexeram muito comigo.
E por falar em memória, tem uma parte que as atrizes cantaram uma música que eu reconheci na hora. Era do Mogli, aquela que a menininha canta. Quem lembra?


"Milk - a voz da igualdade" - Faz séculos que eu assisti esse. Pelo que eu lembro, gostei do roteiro e das interpretações. Não lembro da direção...acho que curti também.
E o Sean Penn faz o protagonista com muita humanidade, ele realmente se superou nessa. E o James Franco cresceu muito também.
Ah sim, tem o Emile Hirsh também.


"Loki" - Puta documentário sobre a carreira do Arnaldo Baptista. Tem um achado de uns arquivos muito raros, tipo o Cobain falando dos Mutantes.
Tem muitos vídeos dos Mutantes que deixam muito claro, porque o caras fizeram sucesso. Tem imagens lindas, tá tudo muito bem amarrado e impossível não se conquistar pelo carisma do Arnaldo.


"Bastardos Inglórios" - Imperdível, Tarantino cada vez melhor. Puta roteiro, puta direção, puta trilha sonora e ótimas interpratações.
E ainda tem o Brad Pitt mostrando que é um bom ator, apesar de bonitinho. Humor negro e ácido, do jeito que eu gosto.


"Abraços Partidos" - Achei bom, um Almódovar seco. Não é o meu preferido. Mas a Penólope tá mais linda que nunca.
E tem bonitas imagens, claro. Direção impecável e um bom roteiro. Não tão surpreendente, eu achei, porém achei interessante por ser bem diferente dos outros filmes que eu já tinha visto dele.


"Apenas o fim" - Este eu me identifiquei muito. Um daqueles filmes que parecem falar da nossa vida. Primeiro que é jovem sem ser imbecil.
Depois que tem um roteiro incrível e uma ótima direção também. E interpretações muito naturais. Parece improviso.
Acho que é um filme que representa bem quem viveu a geração dos 90. É um filme de referência. E foi gravado com o dinheiro de uma rifa de Whiskey.

Como é possível perceber, assisti poucos da lista da Mostra. Eu realmente assisti pouca coisa ano passado e espero melhorar este ano.
Se der ainda quero ver outros filmes que estão rolando lá, que eu perdi no ano passado.

E o serviço tá ai embaixo:

Festival Sesc Melhores Filmes
diariamente de 8 (Qui) a 29/04 (Qui)
•das 14:00 às 21:30
Cinesesc - R. Augusta, 2075 - Cerqueira César - Centro. Telefone: (11) 3087-0500.
Ingressos: Ingresso individual: R$ 4,00 (inteira), R$ 2,00 (estudante, aposentado/idoso, professor da rede pública e usuário inscrito) e R$ 1,00 (trabalhador do comércio e serviços, matriculado).

E toda a programação aqui.

E aos amigos que tiverem mais opiniões sobre os filmes, sintam-se a vontade para dividir.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu tenho que chorar sozinha.

Era alguém que eu esperei muito para conhecer e alguém que quando eu conheci me deixou muito feliz.
Era alguém muito parceira. Era alguém que estava nas festinhas, nos sitios, nos parques, nas peças, nas festas, nos eventos.
Era alguém que tinha um colo acolhedor para minha cabeça, era alguém que falava e eu adorava escutar.
Era alguém que falava que queria que eu fosse neta. E alguém que eu fazia questão de chamar de vó.
É alguém que está ensinando o significado da palavra saudade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Toda semana o sr. irá levar para a tua casa alguém que eu gosto, Deus?

Foi morar com o papai do céu - era o que ela costumava me dizer.
Foi como minha mãe me explicou que um dia as pessoas vão embora para sempre, foi o jeito mais poético de me fazer entender que havia pessoas da minha família que eu não conheci e nem iria conhecer. Foi o jeito de justificar o fato de eu nunca mais poder ver os Mamonas Assassinas tocando ao vivo na tv e nem em outro lugar.
Minha primeira questão de ordem prática com a morte além de querer saber o que era morte e aonde as pessoas iam parar depois disso, foi querer entender o porquê da morte.

Quando eu não queria dividir minhas coisas com ninguém minha vó me chamava de egoísta. E eu sabia o que significava essa palavra, mais do que a palavra morte.

- Mãe, o papai do céu é egoísta? Por que ele quer tantas pessoas morando com ele?

Mas essa pergunta ela nunca me explicou o porquê, sabe.

E hoje o dia acordou tão cinzento que eu acho que ele não vai melhorar não...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Impiedosa.

Vou falar. Sabe qual é a maior sacanagem de terem roubado o meu celular?

É que hoje é aniversário de um cara que eu gosto muito. E faz um tempo que não nos falamos.
Hoje era uma desculpa pra eu ligar, dar parabéns e mostrar que eu sou uma garota com objetivos na vida.

MAS AQUELE GRANDE FILHODAPUTA CUZÃO DO CARALHO, LEVOU MEU CELULAR COM O NÚMERO DE TODOS, TODOS OS MEUS MENINOS!!!!!!!!!

E aí eu fui obrigada a me contentar, deixando um scrapzinho medíocre, como se eu não soubesse que o aniversário do moço é hoje, como se o orkut tivesse me lembrado, como se eu não tivesse ensaiado para ligar e ser fofa uma vez na vida.

Agora tenho que contar com a esperteza dele pra sacar que além de um bom aniversário eu desejo uma boa garota também (no caso eu), senão terei que agir com o plano C.

Pra esse filhodaputa cuzão do caralho que roubou meu celular eu desejo uma puta inflamação feia no pinto. Tomara que pegue lepra, cuzão.

Tem gente que não vale nem o celular tosco que rouba, viu...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Meu fígado estraga a bebida.

Eu odeio aquela parte em que eu deito, fecho os olhos e parece que estou caindo num abismo. Eu gosto do meu pai católico na páscoa. Porque tem bacalhau, chocolate e muito vinho.
Eu acordei cedo, bebi um gelmax e depois uma aspirina e água da torneira do banheiro e insisto em dizer que por isso, por causa da água da torneira eu comecei a passar mal. E eu havia lavado o banheiro...
Meu fígado agora se chama Judas e eu malhei ele ontem. Não sei em qual etapa deu errado. Picanha com mussarela quando se já está de pórre faz mal?
Ou é melhor mesmo eu não beber vinho e depois licor e depois cerveja e depois cerveja preta?
Desculpem, eu adoro colocar o excesso de Es.
Apesar da segunda-feira amanhecer com uma garoa fina eu achei a manhã bonita. Mas perdi o ônibus porque parei pra comprar uma garrafinha de água e por isso não deu para ir para aula.
Agora me sinto uma fracassada quando não consigo ir para aula.
O Led aprendeu a assobiar em mais algumas músicas. E eu tomei café com leite com a senhora esquizofrenica que eu ainda chamo de vó.
Eu fingi que ia ficar tudo bem pra sempre. Eu pedi a Deus um pouco mais de paciência. Eu fingi que eu acredito que um dia alguém vai tomar uma atitude e levar aquela senhora esquizofrenica num psiquiatra.
Eu fingi que as pessoas não esperam isso de mim, eu fingi que eu não acho que as pessoas acham que os problemas daqui tem de ser resolvidos por mim.
Eu tentei manter a serenidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Icógnita

Um cara que rouba um celular barato, o mais barato da loja - cujo aparelho não carrega bateria - de uma mina que além de parecer não ter dinheiro, não tem dinheiro mesmo, além de tentar achar um outro burro que não percebe que o aparelho bebeu muita água e não funciona mais...pretende fazer o quê?

Pegar os números dos meus fuckers e dar a bunda?

Pra mim as depiladoras não deveriam morrer nunca.

E eu chorava e chorava e chorava e dizia - mãe, eu estou muito nervosa - e eu aprendi a não guardar nada de mal porque tudo vira um câncer ou qualquer outra doença que vai destruindo por dentro e eu sou canceriana e você sabe que a maioria dos cancerianos ficam doentes por causas emocionais?
E a minha depiladora morreu de tristeza e ela era canceriana também assim como eu. Ela não era só a minha depiladora. Era alguém que me escutava, alguém que eu gostava de escutar. E eu não fiquei sabendo que ela morreu, ela morreu no dia em que eu estava lá em casa, me matando pra tirar os meus pêlos com cera.
Meu mundo ficou um pouco menos completo, meu coração bateu mais fraco antes de ontem.
Eu não gosto quando as minhas pessoas vão embora.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Malboro.

- Você fuma? - ele demorou para responder e como num suspiro disse: Fumo e você? - Não, quase nunca. Não gosto do cheiro do cigarro.
Se não fosse pela música vinda do rádio, talvez o silêncio tivesse tomado conta. Logo mais, ela percebeu e perguntou - Mas você consegue ficar tanto tempo assim sem fumar?.
- Não. Mas hoje estou com você e você odeia o cheiro do cigarro. Ele pareceu constrangido, ela não queria estimular um constrangimento: Olha, vou fumar um para te fazer companhia então.
E ele sentiu-se convencido pelo sorriso dela. Tirou um cigarro do maço e lhe entregou, ela tocou com o cigarro os próprios lábios e aproximou seu rosto, para que ele pudesse acendê-lo. Ela fez aquele gesto de sempre. Ela gosta do movimento do cigarro, aquela partitura de tragar a fumaça e solta-la, levemente, abaixando o braço ao lado do corpo.
Pensou no lugar que poderia lavar as mãos depois. Pensou em muitas coisas. Ele parecia constrangido ainda. Os números, sempre, os números.
Ela pensou em parafrasear o Caio agora. E olha que ela só começou a fumar para parecer distraída. Achou melhor inventar uma própria frase.
Ao lado dele, com aquele velho all star sujo bambeando no degrau da sarjeta para ficar a sua altura, olhou em seus olhos e disse - eu não me importo com o cheiro do cigarro se ele estiver impregnado de você. Claro que sua boca encontrou a dele e um beijo calou a noite quente e úmida e todas as diferenças que existem entre os dois.
Claro que ela já estava em um estado tonto, alcoolizado, cedendo, perdendo para sua própria vontade.
E ele não sei, porque isso aqui é só um texto de blog. E essa história nem existe de verdade.

Bebo café pra não viciar em cigarros.

Sem televisão, sem computador nenhum e o quarto tomado pela água que insisti em cair por meio de goteiras.
Lá é um puxadinho, atrás da casa de uma senhora esquizofrênica que chama a todo momento e fala sozinha e telefona e grita do quintal me impedindo de entender tudo o que diz naquele texto de fonética. E são tantos es, que torna-se redundante. E tudo tem sido redundante.
Por isso decidi passar o maior tempo fora de casa (ou puxadinho, o apelido carinhoso e crível que dei para o local na qual eu moro) assim evito chatiações e possíveis histerias de minha parte.
Tô fora neste momento, assim que der fome volto, volto para lá. Tenho voltado para o aconchego do lar sempre que dá fome, como uma gata vadia que fica pelas ruas a procura de um resto de lanche podre de sardinha. Descobri que na escola onde faço inglês tem internet grátis. Foi a melhor descoberta do dia. Assim, posso fazer os trabalhos da faculdade que tenho que entregar nessa semana. Não sei quando voltarei a ter um computador. Tampouco sei, quando terei dinheiro para pagar uma hora de lan house, que na verdade, não dá pra nada.
Vou conseguir passar bem sem a televisão que por um motivo que desconheço queimou.
Mas sem computador é difícil, porque todas as coisas resolvo pelo computador. Incrível como ficamos dependentes de certas comodidades, não?
Na verdade não é isso. O computador ligado ao fundo do corredor, com janelinhas piscando, com pessoas se comunicando online comigo....
Me faz esquecer o quanto eu sou sozinha.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Essa é a terceira peça produzida pelo meu grupo, O Pequeno Teatro de Torneado.
Antes de viajarmos para o interior, estamos participando da mostra TUSP!

Fiquei feliz com essa oportunidade e nada mais feliz do que ver os amigos também!



Qualquer dúvida, comentem aí.

E no sábado depois da peça vou colar num snooker lá perto. Aniversário de um amigão.

Teatro, breja e sinuca, tu quer mais o quê?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ecossexuais

Achei essa matéria aqui no mínimo curiosa.

É sobre um livro lançado por uma ambientalista, para ecossexuais.

O que é isso? Bem, os Ecosexuais, são pessoas que fazem sexo se preocupando com o meio ambiente.
Jogam a camisinha no lixo e não na privada, reciclam os brinquedinhos de pilha, e reduzem as pegadas de carbono na humidade.

Eu fiquei intrigada. Não tem mais o que inventar? Que chata deve ser a vida dessa pessoa!

Selecionei duas frases que me intrigaram mais:

"Acho que o sexo verde está vivendo seu momento. As pessoas estão percebendo que seus hábitos cotidianos mais íntimos estão profundamente ligados à crise terrível que estamos vivendo".

"A maior coisa que as pessoas podem fazer para serem ecossexuais é ter menos filhos, ou nenhum".

Sobre as camisinhas e os brinquedos e as pilhas, pra mim, são medidas óbvias. Não precisa ser ecossexual pra ter noção, não é mesmo?

Mas fiquei me questionando...Deixar de ter filhos e não comer carne...é MESMO a solução para os problemas ambientais?
É esse o problema? ou é a falta de consciência da humanidade?

Por acaso foi a Pedrita e o BamBam que deram fim nos dinossauros?

Os homens, a série.

Meus hormônios e eu estamos numa fase gatinhos agora.
Gatinhos são aqueles caras que todas as garotas certamente acham bonitos.
Eles estão na fase dos 18 aos 30 e têm cara de bebê ou são bebês de fato. Outra característica é que eles se vestem bem dentro do que acredita-se ser o conceito de vestir-se bem.
Eu olho e não dou nada por eles, mas ultimamente eles vem ganhando um charme.

Mas hoje em dia, tá difícil de me enganar. Os gatinhos são péssimos para disfarçar na conquista.
Tem o Farmacêutico. Ele é um flerte que ainda não conheci bem. Vejo ele desde o ano passado.
Agora a aliança dele sumiu. Olha que coisa. Assim que eu resolver as questões dos primeiros da fila, vou convidá-lo para sair. Se eu não induzi-lo a fazer isso primeiro, é claro.
Essa semana entrei na farmácia e estava procurando um engov. Ele foi arrumar a prateleira que estava próxima ás minhas pernas e falou oi. Coincidência?
Ele tem cara de moço bom. Bonzinho. É uma novidade. Libriano, lindinho.

Tem o gatinho surpresa. O Pequeno Professor. Não sei como, mas eu percebi que ele olha pra mim.
Eu percebi isso três vezes e hoje eu inclusive, fiquei sem graça. Ele deve ter uns 18. Começou a ser gatinho agora. Saindo da idade maldita.
Surpreendente, um menino desse olhando pra mim. Eu me senti velha. Sou muito tiazona perto dele...

E por falar em gatinho, amanhã é o aniversário do atendente. Este não é mais flerte, é coisa séria. Ele fala que é o meu futuro namorado, mas não sei em qual futuro.
Ele continua se comportando como lanchinho. E pedindo vantagens de namorado. Ele fala que quer algo sério, mas que eu preciso ter tempo pra ele.
Tipo, me testando. Eu até seria namorada dele. ok, não acho ele intelectual e interessante. Mas ele ficaria muito melhor depois de passar por mim.
Mas eu não vou pedir pra namorar. Sou romantica das antigas, se o cara quer, ele pede. Ele deve querer mas não pediu, então...
Pra mim tá claro. Namorado ganha muito do meu tempo, garotos que se comportam como lanchinho, pouco tempo. Quer muito tempo? Compre o pacote, ué.
Faz duas semanas que não o vejo. Ele sabe deixar saudade, isso é importante.
Ele é um cara de muitas qualidades. Por isso hoje, vou fazer o clown da boa menina e mandar uma mensagem "enche ego" assim que passar pra meia noite.
E no dia seguinte vou ligar e dar parabéns. Tá bom né? Diga-se de passagem que se ele fosse namorado, ganharia um presente material também.
Tenho sentido mais simpatia por ele. O antendente deveria aproveitar e investir. Senão, não vai poder reclamar se ele quiser sair e eu não puder porque outro chegou na frente.

Sobre os outros, tem mais um que pontua a lista de gatinho interessante (é diferente de somente gatinho) que deu brecha, mas não segurança.
Faz aniversário daqui a pouco também. Por enquanto, vou guardar com muito carinho esse, para não estragar o cartucho.
E tem o primeiro do top 10 de interessantes, que também faz aniversário daqui a pouco. Mas como ele é o mais mais dos interessantes....
Vou correr um pouquinho atrás, só um pouquinho.

Todos sob o sol de áries. Momento de investir, certo?
Vou jogar a bola, se um deles chutar pro gol, finalizo o passe. Senão, troco a equipe dos titulares.

Ps: Não, isso não está virando um blog de mulherzinha que só fala dos homens. Os assuntos aqui continuarão sendo diversificados.

Ps2: Se quiser me achar vaca, porque resolvi escrever o que eu penso por aqui também, sinta-se a vontade.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Festa estranha com gente esquisita.

Agora que não tenho mais vida social aos dias de semana, tenho que selecionar muito bem o que eu vou fazer aos findis.
Pra esse sábado, havia uma opção (chopp verde de graça, festa de St.Patrick) mas acabei optando pelo encontro de harmônicas mesmo.
Os eventos musicais do sesc são muito legais, porque eles difundem movimentos culturais. E eu gosto disso.
O encontro de harmonicas teve 3 shows de três gaitistas diferentes, entre eles a Tiffany, que eu estava curiosa pra ver.
É legal porque o preço do evento é barato e acessível, a música é boa e além disso tem um público variado.
Há muito tempo que eu não bebia e dançava sem se importar com o mundo. Isso é sempre bom.
O Enéias tava lá também. Claro, ele não tava de curioso como eu, ele toca gaita. Quando eu o conheci só dei moral por causa disso, ahahahaha.
Ué, quantas pessoas você conhece que tocam gaita? Mas ele tocava bem pouco. Agora ele é o cara que customiza as gaitas do povo que toca no festival.
Depois eu fui pra um show de Blues, num barzinho. Achei o barzinho legal. Sentei numas almofadas e lá fiquei para ver o show.
Depois de um tempo comecei a achar tudo muito blasé. Rolê de rico, sabe como é.
Ok, o som estava bom, a companhia estava boa e o meu estoque de rum melhor ainda.
Mas não posso fingir que a elite me agrada. Tudo muito legal, mas o lugar são as pessoas e eu odeio gente blasé.
Eu era a Mônica da música do Renato Russo, na festa estranha com gente esquisita que o Eduardo inventou de ir. (Tem um vídeo da música ai embaixo, por sinal.)
Engraçado esse rótulo de que blues é coisa de gente cult e chique né? Eu finalmente entendi porque o B.B. King custa 1200 reais.
Não é porque é o B.B. King, é simplismente porque aqui a coisa é assim. Talvez se fosse mais barato, consumido por gente de todo o tipo, pareceria que a música do cara perdeu o valor.
Como eu sou um ser humano de fácil adaptação fiquei lá, quietinha na minha, ignorando o fato de ser pobre no meio dos ricos. Eu até estava curtindo, não gosto de ter preconceito só porque não tenho o perfil do rolê.
Fui embora antes de acabar o show por motivos de força maior, mas nem fez tanta diferença.
Olhar a chuva cair na avenida paulista e jogar conversa fora é algo mais simples e me agrada mais.
É bom andar na rua e sentir o vento bater na cara logo de manhã. Voltei pra casa, quando fiquei com fome.
Evidentemente, no domingo eu estava de ressaca e acabou por ser um dia nulo. E o tédio se reuniu em volta da mesa para comemorar.

Babadores azuis, por favor.

Vou ser tia de um moleque. Legal né?


Catalogando...

Meu amigo falou que todo rocker precisa de uma garota pra levar pra um lugar legal.

Adoro conhecer lugares legais, não tenho nada contra os rockers, adoro rock e não tenho tido tanto dinheiro para conhecer lugares legais. E mais que isso, eu sou uma garota e ainda assim sou legal.

Ficadica.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Reciclagem

Um amigo meu disse que cantou no casamento de uma amiga que ele ficava.

Se eu continuar assim, vai dar pra montar uma banda.
Os melhores podem fazer um solo no meio da música.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Babadores, por favor!

Gente, eu vou ser tia! Eu vou ser tia!!!!

E o dia começou com ótimas notícias!

quarta-feira, 17 de março de 2010

A menina que não queria dormir...

Eu tenho uma meta para hoje. Eu acordei 6:50 e não quero mais dormir.
Quero ficar sem dormir até a hora de voltar da faculdade.
Tô me sentindo muito vagabunda. Eu acordo cedo e capoto.
Não consigo ler todas as coisas da faculdade e isso me frustra.
Hoje acordei de bom humor pra ir pro inglês e quero fazer essa tentativa.
Consegui fazer minha lição e o texto que eu tinha que ler pra hoje e pra amanhã.
Mas agora não tem ninguém no msn que queira conversar comigo, estou me sentindo sozinha e o sono começou a bater.
Tomei um xícara e dois copos de café, se der certo, vou investir na fórmula.
Eu tenho muita coisa pra fazer na verdade, mas tem coisas que dão sono e quero escapar do sono.
No segundo semestre quero trabalhar e pra que eu não desmaie de sono na hora da aula preciso acostumar meu corpo a aguentar o batidão.
Vou acostumar, vai ficar tudo bem.

sábado, 13 de março de 2010

Motivo da ausência.

Uma semana já foi. Agora só faltam quatro anos menos uma semana.
Na terça, achei que não fosse aguentar. Mas depois comecei a me acostumar.
Acho a faculdade bem desorganizada ainda.
Eu sei que tá no começo. Mas a desorganização tá presente numas partes muito simples, do tipo dar uma informação correta ao aluno.
E cara, nada me tira mais do sério do que falta de organização. Em uma semana já recebi três informações erradas.
Os caras não entenderam que aluno novo não é obrigado a saber todo o sistema da faculdade? Foda.
Gostei das matérias que eu vou aprender durante o ano. De cinco professores, só não gostei muito de apenas de uma. Até que tá bom.
Tenho a impressão que esse curso é um ajuntadinho das poucas matérias que eu ia bem na escola. Isso me deixa menos frustrada.
A carga horária de leitura é intensa. Todo dia uns três textos de várias páginas para xerocar e ler em uma semana. Fora os livros que eu tive que comprar...
A faculdade é fora de mão pra porra. Eu vou e volto de fretado. É confortável. Mas lá não dá pra sair mais cedo, porque é bem fora de mão.
É longe do ponto e todos dizem que é perigoso. Merda. Eu queria passar um tempo a mais na faculdade, assistir matérias de outros cursos. Mas já comecei a repensar essa minha vontade.
Tô pagando por ter passado 2009 inteiro me gabando porque o meu cursinho era muito bem localizado.
Ou seja, minha única alternativa, é assistir todas as aulas, levando em consideração que já terei um número de faltas por mês por causa de umas apresentações aí.
Eu não estou reclamando, só estou escrevendo como as coisas são. Tirando essa parte da falta de organização e da impressão que eu tenho de que eu nunca mais terei vida social, eu tô gostando.
Eu até converso com as pessoas de lá. Tenho me surpreendido com a minha simpatia. Inclusive ja tenho três amigos.
Sempre quando eu penso que na verdade eu queria estar fazendo um curso de comunicação eu tento me apegar na base intelctual que vou receber nessa faculdade. E tento me confortar.
É um novo começo, sabe?

domingo, 7 de março de 2010

Dormi no ponto

Eu tava assim, na minha, usando o computador e avistei a bicha.
Malditos insetos! Se não fossem seus aparelhos bucais, suas antenas e sua capacidade de adaptação, vocês estariam fodidos!!!!
Lembrei de um stand up que vi há alguns dias. Lançava uma questão: Se as baratas gostam de esgoto e sujeira, o que uma barata poderia estar procurando na tua casa?
Babaca. E aquela barata estava ali, há dois metros do meu quarto, que eu limpo uma vez por semana. Muita cara de pau né?
Eu odeio matar baratas. Portanto, tomei a atitude mais óbvia. Tentei acordar alguém da casa, mas ninguém acordou.
Eu não sabia onde estavam as ferramentas para retirar aquela criatura terrível, abominável e irritante dali, por isso resolvi usar uma estratégia.
Fingi que não estava vendo ela lá, paradinha. Fiquei mais um tempo ignorando a sua existência e quando olhei novamente ela permaneceu imóvel, na mesma posição.
Pensei - ja deve ter morrido, esperando uma reação minha, oras! - Mas ela mudou de posição logo em seguida. E o tempo passou denovo e agora assim, ela permaneceu imóvel.
Devia estar dormindo. Cheguei a essa conclusão e resolvi dormir também. - Amanhã quando eu acordar vou mata-la de surpresa!
Ela vai acordar para morrer, essa vadia.
Mas quando acordei, a vagabunda pilantrinha já não estava mais lá.
Vai ver ela já tinha saido para trabalhar.

Vida nova.

Fui fazer a minha matrícula naquele dia lá. Minhas primeiras impressões sobre o lugar que provavelmente vou frequentar por no mínimo quatro anos, foram melhores do que eu esperava.
A universidade é nova, tem aquele campus desde 2006, pelo que eu entendi, foi construida ali, para revitalizar o bairro.
O bairro onde se localiza a universidade agora, era um dos pontos onde havia o maior indíce de criminalidade em guarulhos/bonsucesso.
Me pareceu um bairro de periferia. Um lugar com história pra contar. E eu gostei disso. Há uma preucupação com a função social daquela universidade também.
Não andei tanto pelo campos. Eu estava com os meus pais e achei mais conveniente, ficar quietinha. Embora eu já tenha começado a interagir.
Eu gostei do campos, não sei quanto estrutura/número de alunos, mas achei extremamente bonitinho e acho que dialoga muito com o que eu imaginava.
Com o que eu imaginava que queria pra mim. Sempre estudei em prédios grandes e fechados (meu colégio era dentro de uma universidade) e isso sempre me incomodou.
Tem umas pracinhas, um galpão enorme e um teatro. E as cadeiras são confortáveis. E eu me senti extremamente bem.
Conheci alguns veteranos. Comprei produtinhos deles. E também me senti bem recepcionada. O lugar são as pessoas de fato e eu fui com a cara daquelas pessoas.
Eu tinha uma viagem pra Bahia no final de março. Já tinha comprado as passagens. Mas não vou poder ir. Tenho que frequentar as aulas nos primeiros 30 dias, senão eu perco a minha vaga.
E acho justo. Já cancelei a viagem. Sendo assim, vai demorar um pouco mais pra eu saber o que é andar de avião.
Minhas aulas começam nessa segunda. Tô ansiosa. Eu ainda não sei direito o que vai fazer da vida a partir de agora.
Acho que eu ainda não entendi que eu passei. É uma sensação estranha.
Meus amigos do cursinho resolveram beber para comemorar minha aprovação. Nenhum deles passou, ainda.
Eu sempre achei que eles é que iam passar e eu é que não.
E isso é estranho também. Ás vezes eu recebo parabéns e não lembro porque tô recebendo.
Eu ainda não saí daquele estado.
Eu continuo boiando na atmosfera sem saber o que vem daqui a pouco.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Essa história de vestibular...

Meu pai falou que amanhã é o grande dia. Talvez seja porque amanhã, talvez a ficha comece a cair.
Amanhã vou me matricular na faculdade.
O lugar que fica a faculdade ainda é uma icógnita pra mim. Mas pelo menos agora já sei qual a grade curricular.
Eu prestei uma faculdade sem saber a grade curricular. É porque eu quero muito fazer uma boa faculdade, talvez por isso a grande tenha ficado em segundo plano.
E eu gostei da grade, me empolguei e até vi umas fotos da própria faculdade e gostei também.

Me perguntaram como eu to me sentindo agora que eu passei numa faculdade pública e eu me sinto só feliz por enquanto. Muito feliz.
E tem uma sensação de alívio e conforto, ao saber que eu não vou precisar largar o teatro pra me dedicar a mais um ano de cursinho.
Eu não sinto orgulho de mim mesma. Eu tô muito feliz, por ter chegado até aqui, acho uma vitória e começo a gostar da minha persistência.
Eu tive todo o incentivo pra escolher este caminho, mas fui eu que escolhi. Eu poderia ter cursado publicidade e propaganda na uninove, assim que eu sai do colégio.
Quando eu decidi não fazer este curso que eu havia prestado, todo mundo achou que eu era louca da cabeça, quando eu disse que ia ficar um ano só fazendo teatro, talvez tenham pensado que eu não tinha mais jeito.

Este ano por muito tempo me arrependi dessa escolha. Mas hoje eu vejo que foi um passo de maturidade. Eu não sabia como fazer para cursar uma faculdade que de fato, me deixasse satisfeita.
Eu sai do colégio me sentindo muito incapaz. E hoje eu vejo que esse tempo foi bacana para eu conhecer coisas, experimentar e descobrir o que eu realmente quero.

Antes do conhecimento, o cursinho foi uma experiência muito importante pra mim. Tenho questões ainda que eu tentaria melhorar, mas eu não me arrependo de nada.
Não é um motivo de orgulho para mim, ver o meu nome na lista. Porque eu sei que eu posso ir além disso.
Mas me orgulho ao ver que eu fui honesta comigo mesma durante o ano passado. Eu não deixei de ser eu mesma, só pra passar numa faculdade pública.
Eu vi muita gente assim. estudantes alienados. E eu não queria ser assim. Era muito doloroso saber que eu não podia ir aos simulados e aulas extras porque eu estava fazendo teatro.
Mas se eu não pasasse este ano, eu teria que largar o teatro pra me dedicar só ao cursinho e talvez fosse mais doloroso ainda.
Eu não tinha tempo de estudar como deveria por causa do teatro. O cursinho exige muito tempo e o teatro também. Era dificil conciliar e sei que isso me fodeu, porque eu resolvi bancar os dois.
Mas eu também não me arrependo. Sim, eu poderia ter ido melhor. Mas eu fui honesta comigo mesma e passei da mesma forma.
Eu não era a melhor aluna em números também. A minha nota mais alta no simulado foi C-. Eu fiz no máximo 3 redações, isso porque eram quinzenal.
Depois que eu percebi que as aulas de inglês e redação não me acrescentavam em nada, eu comecei a cabular aula. Não me arrependo também. A única palestra na qual eu consegui me increver, eu não assisti nem metade poque tinha trabalhado o dia inteiro e não estava aguentando. Eu sempre tinha vergonha pra tirar dúvida com os professores. Não consegui fazer nem metade dos exercícios que eu julgava importantes.
Mas não me arrependo de ter feito mais amigos do que provas. Eu tenho muito orgulho dos amigos que fiz no cursinho.
Eu não tava preparada pra primeira fase da fuvest e só consegui começar a realmente me preparar depois de saber que eu tinha passado na segunda. Antes eu não acreditava que isso poderia acontecer.
Fiquei desesperada e pedi para ensaiar menos com o meu grupo. E eles entenderam. Eu estudava mais. Mas já havia perdido um bom tempo.
Pro enem e pra segunda fase da unifesp eu estava mais ou menos preparada, ainda que pro Enem eu não soubesse quimica, fisica e matematica.
E pra segunda fase da fuvest eu me preparei. Mas fui sem saber fisica, quimica e matematica também. Porque no inicio do cursinho eu estava ensaiando. Eu fui sem saber, mas eu queria estar sabendo. Mas de fato, não deu.
Foi um aprendizado mesmo assim. E de qualquer forma, eu sei que embora eu tenha milhares de itens para citar o quanto eu não fui o que eu acho que eu deveria ter sido, eu sei o quanto eu larguei a minha vida pra me dedicar aos estudos neste ano e eu sei que eu fiz o meu melhor, sem deixar de ser eu mesma.

No cursinho eles te ensinam também a achar que só porque você entrou numa faculdade pública você é melhor. E eu não acho que eu sou melhor do que alguém.

Eu aprendi que vida é uma questão de oportunidade.
Você pode ter uma oportunidade ou não. Você pode agarrar esta oportunidade ou não.

Eu tô feliz porque eu acho que valeu a pena. E se não valeu de verdade, eu não vou desistir de tentar fazer valer. Tô feliz porque este é o fim de um ciclo e porque eu sei que todo fim é um novo começo.

terça-feira, 2 de março de 2010

E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração...

Gostei muito deste vídeo aí. É clipe em animação da música "Eduardo e Mônica" do Legião Urbana.
Sim, gosto das músicas do legião. E gosto dessa música, particularmente.
Foi uma das primeiras deles que conheci, lá pelos meus 11, 12 de idade.

Enfim, recomendo este clipe, achei muito criativo.


Sorte ou revés?

Revés

Você gastou todo o seu dinheiro em cerveja e depois não tinha mais nada.

Fique uma rodada sem jogar.

Suspiro.

Hoje começo a olhar para a frente e me sinto feliz ao fazer isso.
Agora vai ficar tudo bem, sabe? Agora eu vou deitar a minha cabeça, naquele meu velho travesseiro murcho e vou me sentir mais confortável, sabendo que um quase problema acaba de ir embora e eu continuo viva, vivendo um dia de cada vez, mesmo que a minha ansiedade tome conta de mim. Agora vai ficar tudo bem, sabe?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Passei!!!!

- Má, você não vai precisar mais ir no etapa né?

- Ué, claro que vou.

Hoje eu ia fazer mais uma prova de bolsa no cursinho, afim de conseguir um bom desconto pra fazer extensivo.
Pra fazer mais um ano de cursinho e tentar o vestibular novamente.

- Não vai não. Você passou na 3ª chamada.

E eu nem tinha visto a lista. De qualquer forma, eu tô me sentindo muito, muito feliz. Poder estudar por quatro anos numa boa faculdade, representa muitas coisas para mim. E acho que nem consigo expressar o que é este sentimento ainda.

Obrigada a todos que torceram por mim, obrigada etapa por me ensinar tudo que eu não aprendi, obrigada amigos do cursinho por estarem nessa jornada fazendo com que os dias tenham sido menos dolorosos,obrigada mamãe e papai por acreditarem em mim, obrigada torneado por entender todas as minhas crises e obrigada unifesp por me aceitar mesmo ficando evidente que eu tenho problemas com números.

Obrigada.

Só pra dar uma centrada.

Estou gostando de escrever aqui porque tenho a impressão de que, automaticamente, este blog parece começar a percorrer um caminho mais maduro. Minha mania de explicar tudo e eu. Gostaria de perder um pouco isso. O exercício de escrever é algo que me faz muito bem. Eu não produzo grandes textos, evidentemente. Mas escrever me proporciona uma reflexão sobre o meu momento. E isso tem sido importante. Eu não entendo bem como funciona o sistema daqui, mas estou tentando me adequar.
Há muitos assuntos na qual eu tenho vontade de divagar aqui, mas eu quero buscar a síntese. As vezes, creio que eu sou um tanto quanto prolixa. Existem tantas coisas que eu quero falar e escrever, de certa forma, é um jeito de desaguar toda essa enxurrada de idéias e pensamentos e desimportâncias.

Eu sei que este blog está desorganizado. A minha cabeça também anda bem desorganizada. Por ora, estou tentando colocar os links e os neorônios no lugar.

Obs: A Luísa, minha amiga da época de ginásio (adoro essa divisão: primário, ginásio e colegial. [ahhhh, garota colegial....ahhhh, eu não sou tão mal]) está me ajudando com as coisas complicadas do blog aqui. Obrigada Lu. Minha vida de HTML não seria nada sem você.

Ótimo começo de semana, meu povo.