terça-feira, 23 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Efêmero
Ele a encontrará sentada na sarjeta fumando um cigarro num dia pobre.
Ele se aproximará e dirá: Oi. Ela responderá o Oi, ainda sem empolgação.
E eles conversarão, ele em nenhum momento irá se incomodar com o fato dela usar uma camiseta rasgada nas mangas, uma calça jeans surrada e um all star sujo.
Ele não se incomodará com nada, porque ela será receptiva,
Ele saberá sobre tudo, todos os filmes, todos os livros e tudo. Ele saberá tudo sobre tudo.
Ele saberá coisas que ela nem mesmo pode imaginar que existem.
E ela estará fumando e pensando em todos os livros que abandonou antes de chegar na metade e em todos os filmes que não conseguiu chegar ao fim.
Mas ele irá acha-la interessante, mesmo assim, contudo.
Contudo, ela sorrirá ao pensar nessa possibilidade.
Mas não se surpreenderá ao constatar que era a única garota da rua.
Ele se aproximará e dirá: Oi. Ela responderá o Oi, ainda sem empolgação.
E eles conversarão, ele em nenhum momento irá se incomodar com o fato dela usar uma camiseta rasgada nas mangas, uma calça jeans surrada e um all star sujo.
Ele não se incomodará com nada, porque ela será receptiva,
Ele saberá sobre tudo, todos os filmes, todos os livros e tudo. Ele saberá tudo sobre tudo.
Ele saberá coisas que ela nem mesmo pode imaginar que existem.
E ela estará fumando e pensando em todos os livros que abandonou antes de chegar na metade e em todos os filmes que não conseguiu chegar ao fim.
Mas ele irá acha-la interessante, mesmo assim, contudo.
Contudo, ela sorrirá ao pensar nessa possibilidade.
Mas não se surpreenderá ao constatar que era a única garota da rua.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Outro miniconto sem título.
- Mãe, ele me seguiu até aqui. Posso ficar com ele?
Pensou que a mãe diria:
- É mesmo? Mas você mora tão longe, como você diz, tão afastada da civilização. Como ele conseguiu te seguir até aqui?
No entanto, a mãe respondeu:
- Ok, pode convidá-lo para entrar. Mas quem vai cuidar, é você, entendeu? Quem vai dar comida é você, dar banho, é você, levar pra passear, é você. E você que vai limpar a sujeira!
Imediatamente afastou os móveis e deixou para o novo membro de sua vida, um espaço.
Ela disse:
- Vou te chamar de Rex!
E ele fez cara de interrogação.
- Oras, mas rex é tão bonito....rex, hei rex, rex vem buscar o teu jantar!
Ele abanava o rabo e sabia muito bem como ganhar uma recompensa.
Pensou que não era necessário uma coleira. Alguém poderia encontrá-lo na rua. E qualquer pessoa seria capaz de dizer:
- Sei quem tá cuidando de você, é evidente. Acho melhor você voltar pra casa, daqui a pouco vai chover!
E ele tomaria chuva na cabeça e ficaria pensando, em tudo que já estragou, tudo que já sujou e aquilo deixaria a chuva escorrendo nos pêlos de sua cabeça de forma mais triste.
Triste porque preferia não dar trabalho algum, embora fosse bom ser cuidado por alguém com tanto carinho e compreensão.
Havia um tapete seco no batente da porta. E ela o esperava com uma toalha felpuda em mãos para poder enxugá-lo. Agora já sabia como enxugar.
No final das contas, depois de tanto tempo, era necessário alguém para ela cuidar nas noites de chuva.
E de frio.
E de calor também.
Em todas as noites, era o que ela pensava.
Sempre haveria espaço, todo o espaço.
Pensou que a mãe diria:
- É mesmo? Mas você mora tão longe, como você diz, tão afastada da civilização. Como ele conseguiu te seguir até aqui?
No entanto, a mãe respondeu:
- Ok, pode convidá-lo para entrar. Mas quem vai cuidar, é você, entendeu? Quem vai dar comida é você, dar banho, é você, levar pra passear, é você. E você que vai limpar a sujeira!
Imediatamente afastou os móveis e deixou para o novo membro de sua vida, um espaço.
Ela disse:
- Vou te chamar de Rex!
E ele fez cara de interrogação.
- Oras, mas rex é tão bonito....rex, hei rex, rex vem buscar o teu jantar!
Ele abanava o rabo e sabia muito bem como ganhar uma recompensa.
Pensou que não era necessário uma coleira. Alguém poderia encontrá-lo na rua. E qualquer pessoa seria capaz de dizer:
- Sei quem tá cuidando de você, é evidente. Acho melhor você voltar pra casa, daqui a pouco vai chover!
E ele tomaria chuva na cabeça e ficaria pensando, em tudo que já estragou, tudo que já sujou e aquilo deixaria a chuva escorrendo nos pêlos de sua cabeça de forma mais triste.
Triste porque preferia não dar trabalho algum, embora fosse bom ser cuidado por alguém com tanto carinho e compreensão.
Havia um tapete seco no batente da porta. E ela o esperava com uma toalha felpuda em mãos para poder enxugá-lo. Agora já sabia como enxugar.
No final das contas, depois de tanto tempo, era necessário alguém para ela cuidar nas noites de chuva.
E de frio.
E de calor também.
Em todas as noites, era o que ela pensava.
Sempre haveria espaço, todo o espaço.
Hanshen, parte um de mim.
No teatro também aprendi que o fim existe. O fim de um ciclo. Qual ciclo? Não sei. O nosso, o só meu, o só seu, um ciclo e existem tantos ciclos, sabe.
Um dia ele chegou, aquele cara que dividia a marmita, a cerveja, iluminava palcos e a minha vida, tocava a música e me fazia sorrir, com tudo de louco e insano.
Aquele cara que várias vezes, eu dividi a cena e construí uma nova.
Um dia ele disse que precisava ir embora. E dissemos que ele podia voltar e era verdade.
No começo foi estranho. Era a primeira vez, sabe a primeira vez de alguma coisa? Não dava pra imaginar a vida com aquele buraco.
Ele estava em todos os lugares, em todas as esquinas, em cada doce, em cada texto e em cada marcação.
Mas era necessário algo novo. E por necessidade, não tivemos medo. Abrimos o nosso coração e a nossa casinha e dissemos - Vem, pode entrar, você é novo e você é bem vindo.
E ele entrou.
E ás vezes lembramos desse dia. Começou como quem não queria nada. Eu liguei e disse:
- Oi...sabe o que é? Hoje é sábado. Estou tão sozinha. Não podemos dançar?
Ele disse:
- Comigo? Mas eu acabei de chegar!
E eu não tive medo. E foram momentos doces.
O garotinho de cabelos ruivos, nunca deixou de estar aqui. Vez ou outra nos encontramos e conversamos e damos risadas.
E o outro garoto também foi embora já, mas sei que vez ou outra também nos encontramos e conversamos e damos risadas.
Antes do segundo garoto dessa história ir embora, outros queridos se foram também. E dessa vez eu sabia lidar com a situação.
Dessa vez eu soube respirar e consegui dividir o bolo de padaria no momento seguinte. E tudo bem.
Dessa vez, não havia um buraco.
Dessa vez eu sabia que só precisámos de um momento, um tempo, para que trocássemos de lugar.
Um dia eu tava numa peça e ouvi alguém dizer "Eu transformo".
E eu resolvi transformar sempre.
Porque a gente só precisa achar o lugar onde conseguimos nos sentir melhor.
Um dia ele chegou, aquele cara que dividia a marmita, a cerveja, iluminava palcos e a minha vida, tocava a música e me fazia sorrir, com tudo de louco e insano.
Aquele cara que várias vezes, eu dividi a cena e construí uma nova.
Um dia ele disse que precisava ir embora. E dissemos que ele podia voltar e era verdade.
No começo foi estranho. Era a primeira vez, sabe a primeira vez de alguma coisa? Não dava pra imaginar a vida com aquele buraco.
Ele estava em todos os lugares, em todas as esquinas, em cada doce, em cada texto e em cada marcação.
Mas era necessário algo novo. E por necessidade, não tivemos medo. Abrimos o nosso coração e a nossa casinha e dissemos - Vem, pode entrar, você é novo e você é bem vindo.
E ele entrou.
E ás vezes lembramos desse dia. Começou como quem não queria nada. Eu liguei e disse:
- Oi...sabe o que é? Hoje é sábado. Estou tão sozinha. Não podemos dançar?
Ele disse:
- Comigo? Mas eu acabei de chegar!
E eu não tive medo. E foram momentos doces.
O garotinho de cabelos ruivos, nunca deixou de estar aqui. Vez ou outra nos encontramos e conversamos e damos risadas.
E o outro garoto também foi embora já, mas sei que vez ou outra também nos encontramos e conversamos e damos risadas.
Antes do segundo garoto dessa história ir embora, outros queridos se foram também. E dessa vez eu sabia lidar com a situação.
Dessa vez eu soube respirar e consegui dividir o bolo de padaria no momento seguinte. E tudo bem.
Dessa vez, não havia um buraco.
Dessa vez eu sabia que só precisámos de um momento, um tempo, para que trocássemos de lugar.
Um dia eu tava numa peça e ouvi alguém dizer "Eu transformo".
E eu resolvi transformar sempre.
Porque a gente só precisa achar o lugar onde conseguimos nos sentir melhor.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Minicontos
I
Meus braços estão retorcidos de tanto limpar o chão ao esperar uma visita sua.
Uma visita em que você fique. E encoste o carro na sarjeta e deixe o cachorro correr pelo jardim.
E divida toda a pizza que eu comprei de madrugada, só porque você escolheu que fosse assim, que a história fosse assim.
E eu também escolhi. E toda vez que você parte, as paredes e o teto choram por mim. Mas não tem problema, porque eu escollhi que fosse assim.
Eu te quero na mesa do jantar, mas se quiser sair, tudo bem. A porta é a serventia da casa, é o que dizem.
Pode ir, eu abro a porta para você. Eu já te dei a chave e tudo volta quando quiser.
Não há segredos no cadeado, queria pensar que não há segredos em nada.
E mesmo que eu tenha meus próprios segredos, os únicos segredos que tenho guardado são os seus.
II
Ao descer do ônibus, pensou que ainda havia como voltar pra casa. Encostou o bilhete único na catraca e percebeu que não tinha crédito.
Pensou em contar as moedas que tinha no bolso traseiro, mas certamente, não conseguiria pagar um bilhete pra voltar.
E olha que hoje já havia pedido dinheiro para alguém. Moço, você tem um carro? Para onde você vai? Tu pode me dar um trocado pra eu pegar o busão?.
Um trocado aqui, um trocado ali, um resto de comida aqui, água para ajudar a engolir, essas coisas.
A gente vai engolindo mesmo, fazer o que.
Acende um cigarro. A única coisa que poderia fazer no momento, era acender um cigarro.
Fumante apenas em dias pobres. Era um dia pobre este. Suas unhas estão descascadas e suas calças provavelmente já respiraram dias melhores.
Pensou em mostrar os peitos em troca de dinheiro para voltar. Mas já havia mostrado os peitos bastante naquele dia. Estava cansada.
Uma hora algum senhor bonzinho aparece e me dá uma carona - foi o que pensou.
E voltou a fumar distraidamente, porque era a única opção que lhe sobrou, aqueles cigarros amassados dignos de conquistar rapazes aleatórios na rua.
Uh, a juventude. Ela sempre conseguia pensar rapidamente em todas as possibilidades.
Mas naquele dia, ela respondeu que estava tudo bem.
Porque acostumou-se a fazer isso.
III
Não era um presente, ora essa, porque presentes são bonitos. Era apenas uma doação com um bilhete escrito com sangue, feito para doer.
Mas recebeu de bom grado mesmo assim. Gostava de receber presentes, mesmo os feios. Alguns presentes tinham carga, fato.
Pensou que poderia ser um presente bomba, abriu com cuidado afastando-o do rosto. De fato explodiu.
Não importa. Disse para o carteiro que estava tudo bem. Só para que ele pudesse ir pra casa sem dor na consciência.
Já era um fardo bem pesado em si, ter os cachorros mordendo suas pernas.
Com a cara toda queimada, como num desenho do Coyote e do papaléguas, largou o presente num canto do quarto e nunca mais mexeu.
Mas sempre lembrava do presente. Em todos os momentos.
Depois de um tempo, resolveu dar um fim naquilo tudo.
Queimou o bilhete escrito a sangue, numa panela com fogo.
Respirou o cheiro de queimado e pensou que o ar e a água não pontuam o fim, mas o fogo sim.
Fechou os olhos e escutou a música do Bach que vinha de algum outro cômodo da casa. Sua música favorita, maravilhosa coincidência.
Tudo isso durante a hora do almoço, com platéia e tudo.
Pensou em chorar. Mas fez uma cara de indiferença.
Ainda assim aquele momento não deixou de ser poético.
Meus braços estão retorcidos de tanto limpar o chão ao esperar uma visita sua.
Uma visita em que você fique. E encoste o carro na sarjeta e deixe o cachorro correr pelo jardim.
E divida toda a pizza que eu comprei de madrugada, só porque você escolheu que fosse assim, que a história fosse assim.
E eu também escolhi. E toda vez que você parte, as paredes e o teto choram por mim. Mas não tem problema, porque eu escollhi que fosse assim.
Eu te quero na mesa do jantar, mas se quiser sair, tudo bem. A porta é a serventia da casa, é o que dizem.
Pode ir, eu abro a porta para você. Eu já te dei a chave e tudo volta quando quiser.
Não há segredos no cadeado, queria pensar que não há segredos em nada.
E mesmo que eu tenha meus próprios segredos, os únicos segredos que tenho guardado são os seus.
II
Ao descer do ônibus, pensou que ainda havia como voltar pra casa. Encostou o bilhete único na catraca e percebeu que não tinha crédito.
Pensou em contar as moedas que tinha no bolso traseiro, mas certamente, não conseguiria pagar um bilhete pra voltar.
E olha que hoje já havia pedido dinheiro para alguém. Moço, você tem um carro? Para onde você vai? Tu pode me dar um trocado pra eu pegar o busão?.
Um trocado aqui, um trocado ali, um resto de comida aqui, água para ajudar a engolir, essas coisas.
A gente vai engolindo mesmo, fazer o que.
Acende um cigarro. A única coisa que poderia fazer no momento, era acender um cigarro.
Fumante apenas em dias pobres. Era um dia pobre este. Suas unhas estão descascadas e suas calças provavelmente já respiraram dias melhores.
Pensou em mostrar os peitos em troca de dinheiro para voltar. Mas já havia mostrado os peitos bastante naquele dia. Estava cansada.
Uma hora algum senhor bonzinho aparece e me dá uma carona - foi o que pensou.
E voltou a fumar distraidamente, porque era a única opção que lhe sobrou, aqueles cigarros amassados dignos de conquistar rapazes aleatórios na rua.
Uh, a juventude. Ela sempre conseguia pensar rapidamente em todas as possibilidades.
Mas naquele dia, ela respondeu que estava tudo bem.
Porque acostumou-se a fazer isso.
III
Não era um presente, ora essa, porque presentes são bonitos. Era apenas uma doação com um bilhete escrito com sangue, feito para doer.
Mas recebeu de bom grado mesmo assim. Gostava de receber presentes, mesmo os feios. Alguns presentes tinham carga, fato.
Pensou que poderia ser um presente bomba, abriu com cuidado afastando-o do rosto. De fato explodiu.
Não importa. Disse para o carteiro que estava tudo bem. Só para que ele pudesse ir pra casa sem dor na consciência.
Já era um fardo bem pesado em si, ter os cachorros mordendo suas pernas.
Com a cara toda queimada, como num desenho do Coyote e do papaléguas, largou o presente num canto do quarto e nunca mais mexeu.
Mas sempre lembrava do presente. Em todos os momentos.
Depois de um tempo, resolveu dar um fim naquilo tudo.
Queimou o bilhete escrito a sangue, numa panela com fogo.
Respirou o cheiro de queimado e pensou que o ar e a água não pontuam o fim, mas o fogo sim.
Fechou os olhos e escutou a música do Bach que vinha de algum outro cômodo da casa. Sua música favorita, maravilhosa coincidência.
Tudo isso durante a hora do almoço, com platéia e tudo.
Pensou em chorar. Mas fez uma cara de indiferença.
Ainda assim aquele momento não deixou de ser poético.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
1, 2, 3, salve o meu mundo.
Eu só precisava de alguém pra brincar de esconde-esconde. Alguém que soubesse um bom lugar para esconder.
Alguém que grudasse o corpo junto ao meu entre duas paredes e fizesse Shiiu, pra ninguém escutar.
Alguém que dissesse "não tem ninguém olhando, pode ir"
pra eu sair correndo e gritar,
batendo a mão na parede: 1 2 3 Mayra.
Talvez eu não conseguisse chegar a tempo.
Mas depois ele sairia correndo, depois de todo mundo,
bateria a mão na parede
e gritaria
1 2 3 salvo o mundo
E o jogo começaria denovo
escondidos novamente
e denovo
denovo
denovo
Até que não precisemos mais nos esconder.
Alguém que grudasse o corpo junto ao meu entre duas paredes e fizesse Shiiu, pra ninguém escutar.
Alguém que dissesse "não tem ninguém olhando, pode ir"
pra eu sair correndo e gritar,
batendo a mão na parede: 1 2 3 Mayra.
Talvez eu não conseguisse chegar a tempo.
Mas depois ele sairia correndo, depois de todo mundo,
bateria a mão na parede
e gritaria
1 2 3 salvo o mundo
E o jogo começaria denovo
escondidos novamente
e denovo
denovo
denovo
Até que não precisemos mais nos esconder.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
De onde eu vim
Lembro desse dia. Eu estava no chão da sala abrindo os presentes que eu havia recebido naquele aniversário de sete anos.
Peguei o caderninho com o Mickey na capa e perguntei o que era e a minha mãe provavelmente disse que era um diário.
Eu sabia o que era um diário, já devia ter visto na tv, inclusive, achava o máximo as histórias do Doug.
Minha mãe deve ter dito que era um caderneta de contar como foi o dia e escrever meus pensamentos. E isso me convenceu.
O diário permaneceu em branco por uns tempos. E logo comecei a escrever, lembro de alguns velhos registros, inclusive.
O problema é que eu não dominava regras sobre os diários. Depois de um curto espaço de tempo, eu lia o que havia escrito e jogava fora, porque achava tudo ruim e alguém podia ler.
Não havia segredos, mas eu definitivamente não queria que lessem o jeito como eu escrevia mal e sobre assuntos tão inúteis.
Arranquei todas as folhas quando tinha uns nove anos e joguei tudo fora.
Uma vez na 5ªsérie, estávamos estudando o gênero diário e novamente pensei como podia ser legal, ter um diário. Voltei a escrever.
Mas depois parei denovo. Mas esse ainda tenho (o velho caderninho do Mickey, já desgastado depois de tantas folhas arrancadas...).
No entanto, sempre tive percepção de como o diário ajudava nas coisas que eu tinha que escrever na escola, era um exercício que me fazia bem.
Com 12 anos, devo ter visto um anuncio no ig, falando que dava pra ter um diário virtual. Algumas conhecidas tinham...
Fiz um também. Não lembro o nome. Depois mudei para o blogger e lá fiquei. A idéia era mesmo ter um diário.
Por muito tempo escrevi coisas cotidianas e abria toda a minha vida ali. Mas nunca me dei conta de que, a minha escrita deixava de ser privada.
Por esse motivo, tive inúmeros problemas no blog por expôr a minha opinião. E se tem uma coisa que eu sempre banquei, é a minha opinião. Então, já viu.
Em 2007, cansada dos problemas do blog, resolvi escrever um diário com assuntos mais pessoais. Mantive os dois. Mas escrevi no diário por menos de um ano.
Ainda tenho este diário também. Parei de escrever nele, por falta de tempo, nunca conseguia parar para escrever, até que nunca mais escrevi.
Resolvi ser mais limpinha no meu blog e me expôr menos. E fiquei preenchida. Com o blog consigo praticar o exercício de escrever e ainda fico em contato com os amigos, além de ser mais funcional.
Este ano, tive que mudar de blog. Pela falta de tempo, passei a escrever menos e a me cobrar mais ainda, no exercício de escrever.
E eu passei num curso de letras. Isso faz com que eu me cobre ainda mais, mas me deu uma certa auto-estima, fiquei com mais vontade de experimentar outras coisas no campo escrito.
Comecei a fazer um diário de bordo com impressões sobre o mundo universitário e logo parei.
Mas comecei a escrever mais aqui no meu blog e ando gostando disso.
Bom, na verdade escrevi tudo isso, porque resolvi que quero ter um diário novo. E já tenho folhas para fazê-lo e tudo.
Senti falta de um suporte (Ah, Maingueneau, olha você aqui) para uma escrita privada.
Este blog tornou-se pequeno para abrigar todas as minhas inquietações, preciso de outros espaços também.
ok, preciso de um diário. Era só isso que eu queria dizer.
Grata.
Peguei o caderninho com o Mickey na capa e perguntei o que era e a minha mãe provavelmente disse que era um diário.
Eu sabia o que era um diário, já devia ter visto na tv, inclusive, achava o máximo as histórias do Doug.
Minha mãe deve ter dito que era um caderneta de contar como foi o dia e escrever meus pensamentos. E isso me convenceu.
O diário permaneceu em branco por uns tempos. E logo comecei a escrever, lembro de alguns velhos registros, inclusive.
O problema é que eu não dominava regras sobre os diários. Depois de um curto espaço de tempo, eu lia o que havia escrito e jogava fora, porque achava tudo ruim e alguém podia ler.
Não havia segredos, mas eu definitivamente não queria que lessem o jeito como eu escrevia mal e sobre assuntos tão inúteis.
Arranquei todas as folhas quando tinha uns nove anos e joguei tudo fora.
Uma vez na 5ªsérie, estávamos estudando o gênero diário e novamente pensei como podia ser legal, ter um diário. Voltei a escrever.
Mas depois parei denovo. Mas esse ainda tenho (o velho caderninho do Mickey, já desgastado depois de tantas folhas arrancadas...).
No entanto, sempre tive percepção de como o diário ajudava nas coisas que eu tinha que escrever na escola, era um exercício que me fazia bem.
Com 12 anos, devo ter visto um anuncio no ig, falando que dava pra ter um diário virtual. Algumas conhecidas tinham...
Fiz um também. Não lembro o nome. Depois mudei para o blogger e lá fiquei. A idéia era mesmo ter um diário.
Por muito tempo escrevi coisas cotidianas e abria toda a minha vida ali. Mas nunca me dei conta de que, a minha escrita deixava de ser privada.
Por esse motivo, tive inúmeros problemas no blog por expôr a minha opinião. E se tem uma coisa que eu sempre banquei, é a minha opinião. Então, já viu.
Em 2007, cansada dos problemas do blog, resolvi escrever um diário com assuntos mais pessoais. Mantive os dois. Mas escrevi no diário por menos de um ano.
Ainda tenho este diário também. Parei de escrever nele, por falta de tempo, nunca conseguia parar para escrever, até que nunca mais escrevi.
Resolvi ser mais limpinha no meu blog e me expôr menos. E fiquei preenchida. Com o blog consigo praticar o exercício de escrever e ainda fico em contato com os amigos, além de ser mais funcional.
Este ano, tive que mudar de blog. Pela falta de tempo, passei a escrever menos e a me cobrar mais ainda, no exercício de escrever.
E eu passei num curso de letras. Isso faz com que eu me cobre ainda mais, mas me deu uma certa auto-estima, fiquei com mais vontade de experimentar outras coisas no campo escrito.
Comecei a fazer um diário de bordo com impressões sobre o mundo universitário e logo parei.
Mas comecei a escrever mais aqui no meu blog e ando gostando disso.
Bom, na verdade escrevi tudo isso, porque resolvi que quero ter um diário novo. E já tenho folhas para fazê-lo e tudo.
Senti falta de um suporte (Ah, Maingueneau, olha você aqui) para uma escrita privada.
Este blog tornou-se pequeno para abrigar todas as minhas inquietações, preciso de outros espaços também.
ok, preciso de um diário. Era só isso que eu queria dizer.
Grata.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
pratododia
Eu fiquei com o resto.
Peguei tudo o que sobrou naquele prato, guardei num “tapauér” e coloquei na geladeira numa esperança de que o frio fizesse sumir todos aqueles micróbios. Depois de um tempo, abri a geladeira e despejei o resto no prato.
Eu não sabia que estavam distribuindo resto de comida por aí. De qualquer forma, eu cheguei tarde. Tarde para ganhar o prato de comida que eu havia escolhido. Cheguei algum tempo depois, sabe?
E por isso sobrou-me apenas o resto. O resto arrumado no prato, de um jeito bem diferente da qual eu gosto de comer.
Mas não importa. Eu misturo denovo com a colher até perder a forma e como mesmo assim, sentadinha naquele degrau.
Meu estômago sente-se preenchido.
Mesmo que eu esteja comendo o que sobrou.
Peguei tudo o que sobrou naquele prato, guardei num “tapauér” e coloquei na geladeira numa esperança de que o frio fizesse sumir todos aqueles micróbios. Depois de um tempo, abri a geladeira e despejei o resto no prato.
Eu não sabia que estavam distribuindo resto de comida por aí. De qualquer forma, eu cheguei tarde. Tarde para ganhar o prato de comida que eu havia escolhido. Cheguei algum tempo depois, sabe?
E por isso sobrou-me apenas o resto. O resto arrumado no prato, de um jeito bem diferente da qual eu gosto de comer.
Mas não importa. Eu misturo denovo com a colher até perder a forma e como mesmo assim, sentadinha naquele degrau.
Meu estômago sente-se preenchido.
Mesmo que eu esteja comendo o que sobrou.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Eis uma explicação.
Vocês tem razão, todos vocês, eu sou sozinha mesmo. Faz parte da minha personalidade, faz parte do jeito que eu aprendi a ser.
Eu sou legal sim, tenho uma capacidade bacana em fazer amigos. Sei me fazer comunicativa, consigo participar de qualquer rolê quando estou de bom humor.
Mas isso aconteceu agora. Eu sempre fui seletiva e preferia ficar sozinha a ter que tentar me comunicar com pessoas que eu achava que não tinha a ver.
E, infelizmente, eu sempre estive em lugares, cheio de pessoas que não tem nada a ver.
Mas eu já sabia ser sozinha antes de perceber que sempre estive em lugares cheio de pessoas nada a ver.
Eu nunca tive irmãos, com quem brincar. Minha interação com outras crianças, dependia dos meus primos.
E eu tenho muitos primos, mesmo. Mas nem sempre o fio condutor foi a chamada afinidade.
Muitas vezes o que me conduzia era um pensamento que guardo pra mim até hoje "é o que tem pra hoje".
Hoje em dia repenso essa questão dos primos e parece que não dava pra ser diferente, não. Não tinha muita escolha.
Os primos e primas que tenho mais afinidade são mais velhos do que eu ou muito mais novos. Então, não dava pra brincar direito.
E essa coisa de primo (ainda mais com primos da sua idade) sempre parece uma coisa meio forçada, né?
Como eu disse, sempre estive em lugares com um monte de gente nada a ver comigo. Tenho a impressão que este fator é decorrente do lugar onde eu moro, mas ainda não formulei bem a tese.
Mas sempre consegui escolher e achar amigos, as pessoas podem ser receptivas e legais, independete de gostar das mesmas coisas que eu.
Mas com essa de ser seletiva fui aprendendo a ser sozinha. Eu adoro pessoas, mas eu adoro pessoas escolhidas e não aleatórias.
Desde criança eu sei ser sozinha. Faz parte da minha personalidade.
Passei muitas tardes de fim de semana brincando sozinha enquanto o meu pai assistia o jogo com algum primo na sala e a minha mãe dormia depois do almoço.
Minha questão sempre foi: Por que não podemos sair nós três e fazer alguma coisa?
Eu sempre quis isso e isso só teve recorrentemente, tempos depois quando eu me dei conta que eu apreciava a cultura e a intelectualidade e passei a conhecer lugares mais longes.
Percebi isso por um comentário da minha mãe no dia das crianças "Por que invés dos pais levarem os filhos no shopping, não levam no ibirapuera?".
Ué, eles devem ter os motivos deles ué. Humpf, no meu dia das crianças, nem shopping tinha. Eu brincava sozinha com o meu brinquedo novo em casa mesmo.
O ibirapuera eu só conheci aos 12 anos com a escola e olha que eu sabia da existência desse lugar e vivia pedindo pra conhecer.
Eu fui aprendendo a ser sozinha. Eu brinquei muito sozinha, eu conheci muitos lugares sozinha.
Além disso, eu moro na casa que os meus pais escolheram e receber as minhas visitas aqui, nunca foi o forte deles.
Quero dizer, de qualquer forma, aqui, estou submetida a milhares de escolhas deles.
E claro isso aumenta a solidão, essa é uma das minhas maiores reclamações daqui.
Não gosto daqui. Mas por outro lado, nunca deu pra ser menos pior, também.
Eu nunca tive um cachorro, por exemplo. E eu não posso encher a geladeira de breja e chamar todos os meus amigos pra ficar aqui um pouco.
Por tudo que eu citei acima, eu consigo perceber que sempre senti muitos vazios e por isso, fui aprendendo a conviver com esses vazios.
E hoje esses vazios parecem enormes, as vezes eu mesma consigo tapá-los e as vezes alguém vem e tapa.
Mas nem sempre consigo perceber quando um vazio deixa de existir. E me sinto constantemente sozinha.
Mas eu tenho chamado a minha solidão de aprendizado e uso pra alguma coisa, eu tenho usado a solidão para escrever.
E esse foi o caminho onde eu me encontrei melhor e onde eu gosto mais dos meus textos.
Agora vou revisar meu artigo sobre a música dos Mamonas Assassinas.
Até breve.
Eu sou legal sim, tenho uma capacidade bacana em fazer amigos. Sei me fazer comunicativa, consigo participar de qualquer rolê quando estou de bom humor.
Mas isso aconteceu agora. Eu sempre fui seletiva e preferia ficar sozinha a ter que tentar me comunicar com pessoas que eu achava que não tinha a ver.
E, infelizmente, eu sempre estive em lugares, cheio de pessoas que não tem nada a ver.
Mas eu já sabia ser sozinha antes de perceber que sempre estive em lugares cheio de pessoas nada a ver.
Eu nunca tive irmãos, com quem brincar. Minha interação com outras crianças, dependia dos meus primos.
E eu tenho muitos primos, mesmo. Mas nem sempre o fio condutor foi a chamada afinidade.
Muitas vezes o que me conduzia era um pensamento que guardo pra mim até hoje "é o que tem pra hoje".
Hoje em dia repenso essa questão dos primos e parece que não dava pra ser diferente, não. Não tinha muita escolha.
Os primos e primas que tenho mais afinidade são mais velhos do que eu ou muito mais novos. Então, não dava pra brincar direito.
E essa coisa de primo (ainda mais com primos da sua idade) sempre parece uma coisa meio forçada, né?
Como eu disse, sempre estive em lugares com um monte de gente nada a ver comigo. Tenho a impressão que este fator é decorrente do lugar onde eu moro, mas ainda não formulei bem a tese.
Mas sempre consegui escolher e achar amigos, as pessoas podem ser receptivas e legais, independete de gostar das mesmas coisas que eu.
Mas com essa de ser seletiva fui aprendendo a ser sozinha. Eu adoro pessoas, mas eu adoro pessoas escolhidas e não aleatórias.
Desde criança eu sei ser sozinha. Faz parte da minha personalidade.
Passei muitas tardes de fim de semana brincando sozinha enquanto o meu pai assistia o jogo com algum primo na sala e a minha mãe dormia depois do almoço.
Minha questão sempre foi: Por que não podemos sair nós três e fazer alguma coisa?
Eu sempre quis isso e isso só teve recorrentemente, tempos depois quando eu me dei conta que eu apreciava a cultura e a intelectualidade e passei a conhecer lugares mais longes.
Percebi isso por um comentário da minha mãe no dia das crianças "Por que invés dos pais levarem os filhos no shopping, não levam no ibirapuera?".
Ué, eles devem ter os motivos deles ué. Humpf, no meu dia das crianças, nem shopping tinha. Eu brincava sozinha com o meu brinquedo novo em casa mesmo.
O ibirapuera eu só conheci aos 12 anos com a escola e olha que eu sabia da existência desse lugar e vivia pedindo pra conhecer.
Eu fui aprendendo a ser sozinha. Eu brinquei muito sozinha, eu conheci muitos lugares sozinha.
Além disso, eu moro na casa que os meus pais escolheram e receber as minhas visitas aqui, nunca foi o forte deles.
Quero dizer, de qualquer forma, aqui, estou submetida a milhares de escolhas deles.
E claro isso aumenta a solidão, essa é uma das minhas maiores reclamações daqui.
Não gosto daqui. Mas por outro lado, nunca deu pra ser menos pior, também.
Eu nunca tive um cachorro, por exemplo. E eu não posso encher a geladeira de breja e chamar todos os meus amigos pra ficar aqui um pouco.
Por tudo que eu citei acima, eu consigo perceber que sempre senti muitos vazios e por isso, fui aprendendo a conviver com esses vazios.
E hoje esses vazios parecem enormes, as vezes eu mesma consigo tapá-los e as vezes alguém vem e tapa.
Mas nem sempre consigo perceber quando um vazio deixa de existir. E me sinto constantemente sozinha.
Mas eu tenho chamado a minha solidão de aprendizado e uso pra alguma coisa, eu tenho usado a solidão para escrever.
E esse foi o caminho onde eu me encontrei melhor e onde eu gosto mais dos meus textos.
Agora vou revisar meu artigo sobre a música dos Mamonas Assassinas.
Até breve.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Antes tarde do que nunca.
Bom, como já é do conhecimento de todos, só gosto de gostar dos rapazes mais interessantes (ok, alguns eu finjo gostar por questões de interesses afetivos e sexuais).
Claro que para ser interessante, o cara tem que ter, viu, bem? TEM QUE TER! algum talento.
Meu maior orgulho é saber que tenho muitos amigos talentosos.
E por isso, quero recomendar este blog aqui:
www.tirasnao.blogspot.com
O Thales é quadrinista, escreve e desenha bem pra caralho. E porra, tenho que recomendar o trampo dele aqui, porra.
Ah, só queria lembrar que nesse fim de semana, vai rolar o 17 Fest Comix! Sabe? Aquele puta evento de quadrinhos, que tu deixa todo seu salário/mesada e fica sem dinheiro pra comer depois?
Pois é.
Ah sim, o Thales estará lá também (inclusive, o conheci na Fest Comix do ano passado) na parte dos quadrinhos autorais, no stand da Editora Crás.
A editora Crás é uma editora independente e tem uns trabalhos muito maneiros por lá, recomendo também.
Agora você já tem um blog legal para visitar e um programa pra gastar seu dinheiro no final de semana.
Claro que para ser interessante, o cara tem que ter, viu, bem? TEM QUE TER! algum talento.
Meu maior orgulho é saber que tenho muitos amigos talentosos.
E por isso, quero recomendar este blog aqui:
www.tirasnao.blogspot.com
O Thales é quadrinista, escreve e desenha bem pra caralho. E porra, tenho que recomendar o trampo dele aqui, porra.
Ah, só queria lembrar que nesse fim de semana, vai rolar o 17 Fest Comix! Sabe? Aquele puta evento de quadrinhos, que tu deixa todo seu salário/mesada e fica sem dinheiro pra comer depois?
Pois é.
Ah sim, o Thales estará lá também (inclusive, o conheci na Fest Comix do ano passado) na parte dos quadrinhos autorais, no stand da Editora Crás.
A editora Crás é uma editora independente e tem uns trabalhos muito maneiros por lá, recomendo também.
Agora você já tem um blog legal para visitar e um programa pra gastar seu dinheiro no final de semana.
domingo, 10 de outubro de 2010
Eu dialogo com maiores abandonados.
Eu te dei aquele copo com água. E você pediu para entrar e eu deixei.
E você tá aqui, aqui dentro. Então por que você simplesmente, não fica a vontade e senta no sofá e dá risada com um dos meus filmes bobos?
Eu divido os meus livros com você, eu divido as minhas jujubas que eu guardo no copinho, eu divido até o meu chocolate branco com cookies.
Eu divido tudo.
Eu tiro as minhas coisas da lareira e acendo o fogo e tudo pode ficar quente e doce numa noite de frio.
Eu nunca acendo a lareira. Mas dessa vez posso acender, mas só porque é você, acredite.
Eu nem sei porque construí uma casa com lareira, nunca tem ninguém pra ver o fogo queimando.
O fogo sempre queima tudo que passou. Mas sabe, eu sempre fui água, também. Tudo fica por aqui mesmo.
Porque água é cachoeira e toda água tem que descer do topo até cair no chão e misturar com outras águas e correr, correr e passar.
Minhas caixas com lembranças e minhas gazes sujas de tanto limpar feridas ficam por aqui o tempo todo, mas eu encosto tudo pelos cantos da casa.
Fica um espaço grande no meio do quarto, assim. Assim porque sempre tem que ter espaço pro novo. E eu não tenho medo do novo, mesmo que o novo seja desconhecido.
Eu tenho medo é de tudo que eu conheço e já vi.
Larga essa faca, cara. Tu não quer fazer isso, eu sei. Vai doer mais em você do que em mim, eu sei.
A porta tá aberta, tu pode ir embora e eu não conto pra ninguém, não te denuncio pra polícia.
Larga essa faca, eu aposto que tu não quer rasgar o meu coração.
E você tá aqui, aqui dentro. Então por que você simplesmente, não fica a vontade e senta no sofá e dá risada com um dos meus filmes bobos?
Eu divido os meus livros com você, eu divido as minhas jujubas que eu guardo no copinho, eu divido até o meu chocolate branco com cookies.
Eu divido tudo.
Eu tiro as minhas coisas da lareira e acendo o fogo e tudo pode ficar quente e doce numa noite de frio.
Eu nunca acendo a lareira. Mas dessa vez posso acender, mas só porque é você, acredite.
Eu nem sei porque construí uma casa com lareira, nunca tem ninguém pra ver o fogo queimando.
O fogo sempre queima tudo que passou. Mas sabe, eu sempre fui água, também. Tudo fica por aqui mesmo.
Porque água é cachoeira e toda água tem que descer do topo até cair no chão e misturar com outras águas e correr, correr e passar.
Minhas caixas com lembranças e minhas gazes sujas de tanto limpar feridas ficam por aqui o tempo todo, mas eu encosto tudo pelos cantos da casa.
Fica um espaço grande no meio do quarto, assim. Assim porque sempre tem que ter espaço pro novo. E eu não tenho medo do novo, mesmo que o novo seja desconhecido.
Eu tenho medo é de tudo que eu conheço e já vi.
Larga essa faca, cara. Tu não quer fazer isso, eu sei. Vai doer mais em você do que em mim, eu sei.
A porta tá aberta, tu pode ir embora e eu não conto pra ninguém, não te denuncio pra polícia.
Larga essa faca, eu aposto que tu não quer rasgar o meu coração.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Dia das bruxas
Travessuras e (ou) gostosuras é o meu lema. Não ligo de bater em sua porta e pedir um doce.
Porque sei que é fase, normal, uma hora passa, porque tudo passa.
Uma hora eu canso de bater em sua porta e pedir um sorriso, fazer uma gracinha com uma fantasia escura só pra ganhar um doce.
Numas de adoçar a boca, numas de sentir o doce sabor do doce que tu coloca em minhas mãos.
Encha meu pote com doces, alegrias e sorrisos.
E eu esqueço que eu consigo ser uma garotinha malvada se eu quiser.
Porque sei que é fase, normal, uma hora passa, porque tudo passa.
Uma hora eu canso de bater em sua porta e pedir um sorriso, fazer uma gracinha com uma fantasia escura só pra ganhar um doce.
Numas de adoçar a boca, numas de sentir o doce sabor do doce que tu coloca em minhas mãos.
Encha meu pote com doces, alegrias e sorrisos.
E eu esqueço que eu consigo ser uma garotinha malvada se eu quiser.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Guardei em minhas malas cada lembrança, cada sorriso, cada palavra doce.
Todas as coisas que outrora foram jogadas pelo chão.
Tudo que já havia sumido de você, antes que eu decidisse partir.
Tinha o dinheiro para o pão com o ovo mais o bilhete do trem.
Me perdi.
Vinte anos depois eu tentei me achar.
E lá estava eu.
Tudo de mim.
Toda a minha vida guardada dentro de uma mala, durante esse tempo todo.
Todas as coisas que outrora foram jogadas pelo chão.
Tudo que já havia sumido de você, antes que eu decidisse partir.
Tinha o dinheiro para o pão com o ovo mais o bilhete do trem.
Me perdi.
Vinte anos depois eu tentei me achar.
E lá estava eu.
Tudo de mim.
Toda a minha vida guardada dentro de uma mala, durante esse tempo todo.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Eu segurei em sua mão e disse:
- Vem! Vem, não vai doer nada, eu prometo!
Sei que a cada nova cicatriz, fico mais resistente, porque cria uma casquinha que protege. Torna-se difícil machucar mais de uma vez no mesmo lugar.
Mas ainda assim, me sinto fraca. Fraca porque eu não consigo esquecer. Eu tenho medo de cair de novo.
Com o tempo a gente esquece os machucados e vai perdendo o medo de se machucar denovo. Quando não tem casquinha pra arrancar, é que ainda não deu o tempo pra esquecer.
A gente lembra da sensação de dor. A gente toma um choque e fica com medo de subir o interruptor com a mão molhada denovo. Porque a gente lembra daquela dor, ocasionada pela troca de elétrons.
Mas depois a gente esquece e mexe com eletricidade denovo. Sem medo, sem lembrar que pode tomar um choque. É assim mesmo.
Me derrubaram, eu cai e fiquei por um tempo ali, sentindo o sol bater nos novos cortes que eu ganhei ao rolar pelo chão morro abaixo.
Doeu, doeu pra porra. Senti o sereno que veio depois batendo na cara e resolvi me levantar, enxugando as lágrimas na camiseta pra ninguém ver.
Cobrindo meus novos cortes com uma jaqueta preta velha, pra ninguém tentar passar metiolate. Eu não preciso de metiolate. Metiolate é só um jeito de fazer a ferida arder.
É só um jeito de arder de um jeito doce, com cara de carinho de mãe. Não sei se as minhas feridas precisam ser limpas por terceiros, cobertas com metiolate.
Já aprendi a limpar as minhas feridas sozinha. Alcanço a caixa de metiolate sozinha, se eu quiser. Foram vários machucados, uma hora a gente aprende.
Eu tapo com bandaid e tento fingir que elas não existem. Mas não adianta, elas ardem mesmo assim. Mesmo com o Metiolate, mesmo com o Bandaid.
Uma hora essa ferida fecha. Enquanto isso, ao tomar banho, choro debaixo do chuveiro porque a água quente também faz arder.
E tudo faz arder, acredite em mim. A saudade faz arder, a falta faz arder, o vácuo faz arder.
Meus machucados só ardem pra eu tomar mais cuidado da próxima vez. Pra cada vez que eu subir um morro, eu lembrar que eu posso cair.
É aquela sensação, que dá o medo de se machucar denovo. Meus machucados são ainda cortes e não cicatrizes com casquinhas para eu arrancar e jogar longe.
Por isso ele arde, dói e dá medo.
Quando criança minha mãe jogava mercurio em todos os meus machucados. Ouvi dizer que dá câncer. Sei lá. Paramos com o mercurio por aqui.
Mágoa também dá câncer. Por isso, tento me livrar das mágoas também, no mesmo saco de lixo que jogo os tubinhos de mercúrio.
Mercurio não arde, é o que ela dizia.
Só porque não arde, não quer dizer que cura, então tudo bem se arder, uma hora sara, quando casar sara, é o que dizem, pois vai ver que é isso mesmo.
Quando eu casar, sara.
- Vem! Vem, não vai doer nada, eu prometo!
Sei que a cada nova cicatriz, fico mais resistente, porque cria uma casquinha que protege. Torna-se difícil machucar mais de uma vez no mesmo lugar.
Mas ainda assim, me sinto fraca. Fraca porque eu não consigo esquecer. Eu tenho medo de cair de novo.
Com o tempo a gente esquece os machucados e vai perdendo o medo de se machucar denovo. Quando não tem casquinha pra arrancar, é que ainda não deu o tempo pra esquecer.
A gente lembra da sensação de dor. A gente toma um choque e fica com medo de subir o interruptor com a mão molhada denovo. Porque a gente lembra daquela dor, ocasionada pela troca de elétrons.
Mas depois a gente esquece e mexe com eletricidade denovo. Sem medo, sem lembrar que pode tomar um choque. É assim mesmo.
Me derrubaram, eu cai e fiquei por um tempo ali, sentindo o sol bater nos novos cortes que eu ganhei ao rolar pelo chão morro abaixo.
Doeu, doeu pra porra. Senti o sereno que veio depois batendo na cara e resolvi me levantar, enxugando as lágrimas na camiseta pra ninguém ver.
Cobrindo meus novos cortes com uma jaqueta preta velha, pra ninguém tentar passar metiolate. Eu não preciso de metiolate. Metiolate é só um jeito de fazer a ferida arder.
É só um jeito de arder de um jeito doce, com cara de carinho de mãe. Não sei se as minhas feridas precisam ser limpas por terceiros, cobertas com metiolate.
Já aprendi a limpar as minhas feridas sozinha. Alcanço a caixa de metiolate sozinha, se eu quiser. Foram vários machucados, uma hora a gente aprende.
Eu tapo com bandaid e tento fingir que elas não existem. Mas não adianta, elas ardem mesmo assim. Mesmo com o Metiolate, mesmo com o Bandaid.
Uma hora essa ferida fecha. Enquanto isso, ao tomar banho, choro debaixo do chuveiro porque a água quente também faz arder.
E tudo faz arder, acredite em mim. A saudade faz arder, a falta faz arder, o vácuo faz arder.
Meus machucados só ardem pra eu tomar mais cuidado da próxima vez. Pra cada vez que eu subir um morro, eu lembrar que eu posso cair.
É aquela sensação, que dá o medo de se machucar denovo. Meus machucados são ainda cortes e não cicatrizes com casquinhas para eu arrancar e jogar longe.
Por isso ele arde, dói e dá medo.
Quando criança minha mãe jogava mercurio em todos os meus machucados. Ouvi dizer que dá câncer. Sei lá. Paramos com o mercurio por aqui.
Mágoa também dá câncer. Por isso, tento me livrar das mágoas também, no mesmo saco de lixo que jogo os tubinhos de mercúrio.
Mercurio não arde, é o que ela dizia.
Só porque não arde, não quer dizer que cura, então tudo bem se arder, uma hora sara, quando casar sara, é o que dizem, pois vai ver que é isso mesmo.
Quando eu casar, sara.
sábado, 18 de setembro de 2010
Eu não vou chorar.
Eu desenho um palhaço porque eu procuro sorrisos.
Eu tenho procurado um sorriso aqui dentro
Eu tenho procurado um desmotivo para sorrir
Porque motivos eu já tenho
Todo o dia o sol acorda, e todo dia é mais um dia
Todo dia o vento sopra e todo dia eu recebo um carinho
Todo dia tem o seu sorriso
E quando não tem, eu olho pro desenho do palhaço
Porque enquanto tiver um palhaço, tem uma esperança
E se tiver uma esperança, tem eu
O eu que só queria um você.
Eu tenho procurado um sorriso aqui dentro
Eu tenho procurado um desmotivo para sorrir
Porque motivos eu já tenho
Todo o dia o sol acorda, e todo dia é mais um dia
Todo dia o vento sopra e todo dia eu recebo um carinho
Todo dia tem o seu sorriso
E quando não tem, eu olho pro desenho do palhaço
Porque enquanto tiver um palhaço, tem uma esperança
E se tiver uma esperança, tem eu
O eu que só queria um você.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Júnior
Você é só uma criança.
Te levei pra passear e voltei suja de leite. Eu disse pra tu não brincar com a mamadeira assim, filho!
Eu te disse e tu não escutou.
Agora o que eu faço com você?
Como saio daqui assim?
Sabe, as pessoas olham, as pessoas questionam.
Mas eu sou tua mãe, não posso apontar o dedo pra tua cara e falar: Foi você! A culpa é toda sua, seu moleque mal criado.
Pois é né? Por que eu faria isso? Foi eu mesma que te criei, filho. Se tu tá mal criado, eu que errei na condução.
Há algum tempo eu diria que foi falta de tapa na bunda, nem foi!
Fiquei sabendo que você anda aprontando todas na escola, meu deus, eu criei um monstro! olha filho...isso não é legal!
Lembra do que a gente conversou? Lembra do nosso combinado? Eu acho que eu fui muito clara com relação ao dia do brinquedo:
"As algemas é só para você brincar com as seus amiguinhos e amiguinhas apenas em casa". Qual parte do apenas em casa você não entendeu?
Agora terei que ir lá na escola, pedir as algemas de volta pra coordenadora.
Puta que pariu, filho. Não dá uma dessa com a mãe, né! A mãe te ama, poxa!
Você quer que pensem o que da tua mãe?
E esses não são os seus quadrinhos! Estes são os quadrinhos meus e do seu pai! Como você os achou?
Ai, filho....você tá numa idade tão difícil viu! Filho, pelo amor de deus....A CEGONHA NÂO EXISTE!
Seu pai e eu fizemos você, sacou? ou tu acha que nasceu bonito assim por acaso? É uma questão de encaixe perfeito de dois corpos nus, um dia você vai entender!
Sim, filho, corpos celestes. É isso aí. E não vem com essa de não pediu pra nascer. Não queria nascer? então como você ganhou na corrida até o óvulo?
Ah, tá sem argumentos? ahhhh, vixe, vixe, vixe, a mamãe ganhou denovo. Tô falando filho, tua mãe tem a malandragem de Aquiles. Olha, sobre a malandragem de Aquiles, é melhor você perguntar pro teu pai quando ele chegar.
Alias, vou falar pra ele buscar as suas algemas também. Ele é muito mais sociável do que eu, afinal de contas.
Teu pai já vem. Ele desceu pra comprar cerveja. Vamos comemorar a música nova que tu aprendeu a tocar.
E ó...vamos combinar uma coisa. Tu só vai mostrar esse boletim pro teu pai amanhã, tá bom? E antes disso, tu dá pra ele aquele desenho bacana do dragão verde com um palhaço montado em cima.
Você sabe como o seu pai é chatinho com essas coisas de nota e boletim. Ele vai falar um daqueles "tua mãe resolve" e aí eu vou fazer o que? Pegar de volta seu telescópio só porque você zerou em matemática?
Essas coisas acontecem, meu filho. Essas coisas acontecem mesmo, mas nunca haverá um motivo pra que eu desista de você.
Te levei pra passear e voltei suja de leite. Eu disse pra tu não brincar com a mamadeira assim, filho!
Eu te disse e tu não escutou.
Agora o que eu faço com você?
Como saio daqui assim?
Sabe, as pessoas olham, as pessoas questionam.
Mas eu sou tua mãe, não posso apontar o dedo pra tua cara e falar: Foi você! A culpa é toda sua, seu moleque mal criado.
Pois é né? Por que eu faria isso? Foi eu mesma que te criei, filho. Se tu tá mal criado, eu que errei na condução.
Há algum tempo eu diria que foi falta de tapa na bunda, nem foi!
Fiquei sabendo que você anda aprontando todas na escola, meu deus, eu criei um monstro! olha filho...isso não é legal!
Lembra do que a gente conversou? Lembra do nosso combinado? Eu acho que eu fui muito clara com relação ao dia do brinquedo:
"As algemas é só para você brincar com as seus amiguinhos e amiguinhas apenas em casa". Qual parte do apenas em casa você não entendeu?
Agora terei que ir lá na escola, pedir as algemas de volta pra coordenadora.
Puta que pariu, filho. Não dá uma dessa com a mãe, né! A mãe te ama, poxa!
Você quer que pensem o que da tua mãe?
E esses não são os seus quadrinhos! Estes são os quadrinhos meus e do seu pai! Como você os achou?
Ai, filho....você tá numa idade tão difícil viu! Filho, pelo amor de deus....A CEGONHA NÂO EXISTE!
Seu pai e eu fizemos você, sacou? ou tu acha que nasceu bonito assim por acaso? É uma questão de encaixe perfeito de dois corpos nus, um dia você vai entender!
Sim, filho, corpos celestes. É isso aí. E não vem com essa de não pediu pra nascer. Não queria nascer? então como você ganhou na corrida até o óvulo?
Ah, tá sem argumentos? ahhhh, vixe, vixe, vixe, a mamãe ganhou denovo. Tô falando filho, tua mãe tem a malandragem de Aquiles. Olha, sobre a malandragem de Aquiles, é melhor você perguntar pro teu pai quando ele chegar.
Alias, vou falar pra ele buscar as suas algemas também. Ele é muito mais sociável do que eu, afinal de contas.
Teu pai já vem. Ele desceu pra comprar cerveja. Vamos comemorar a música nova que tu aprendeu a tocar.
E ó...vamos combinar uma coisa. Tu só vai mostrar esse boletim pro teu pai amanhã, tá bom? E antes disso, tu dá pra ele aquele desenho bacana do dragão verde com um palhaço montado em cima.
Você sabe como o seu pai é chatinho com essas coisas de nota e boletim. Ele vai falar um daqueles "tua mãe resolve" e aí eu vou fazer o que? Pegar de volta seu telescópio só porque você zerou em matemática?
Essas coisas acontecem, meu filho. Essas coisas acontecem mesmo, mas nunca haverá um motivo pra que eu desista de você.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Novidade
Oi amigos!
Pensando nessa história de escrever, resolvi fazer um blog pra juntar todos os meus textos que eu gosto mais.
Assim, posso mostrar pra todo mundo.
Eu sei, este blog é público, é pra todo mundo também. Mas confesso, que aqui, sou meio descuidada.
Nem sempre reviso meus textos, nem sempre estou preocupada se estou escrevendo algo legal ou não.
Meu Copo de ácido, é um lugar para expurgar a emoção mesmo. Aqui é tudo muito pessoal e cotidiano.
Sim, é quase um diário, sempre foi essa a idéia. Aqui é o meu lugar de experimentação com o ato de escrever.
E vocês fazem parte disso, é claro.
Eu só precisava de um veículo mais "limpinho" para mostrar meus textos para as pessoas. E por isso, resolvi fazer um outro blog
Para vocês, creio que não haverá nenhuma novidade por lá, a não ser quando eu começar a remexer nos meus textos mais antigos. Publicarei lá e não aqui. ok, eu aviso quando isso acontecer.
Mas, se vocês quiserem brincar de escolinha, vocês podem entrar lá e dar a opinião de vocês, criticar, sugerir, enfim. Tipo, professor que lê a redação do aluno e depois fala algo sobre, sabe? A opinião dos amigos e das pessoas com critério, tipo vocês, é sempre bem vinda!
Obviamente, não deixarei de escrever aqui. É claro.
Aqui eu trabalho livremente com o descompromisso.
O endereço do outro blog é:
www.deliriosdebolso.blogspot.com
Ótimo fim de feriado pra vocês, meu povo.
beijos
Pensando nessa história de escrever, resolvi fazer um blog pra juntar todos os meus textos que eu gosto mais.
Assim, posso mostrar pra todo mundo.
Eu sei, este blog é público, é pra todo mundo também. Mas confesso, que aqui, sou meio descuidada.
Nem sempre reviso meus textos, nem sempre estou preocupada se estou escrevendo algo legal ou não.
Meu Copo de ácido, é um lugar para expurgar a emoção mesmo. Aqui é tudo muito pessoal e cotidiano.
Sim, é quase um diário, sempre foi essa a idéia. Aqui é o meu lugar de experimentação com o ato de escrever.
E vocês fazem parte disso, é claro.
Eu só precisava de um veículo mais "limpinho" para mostrar meus textos para as pessoas. E por isso, resolvi fazer um outro blog
Para vocês, creio que não haverá nenhuma novidade por lá, a não ser quando eu começar a remexer nos meus textos mais antigos. Publicarei lá e não aqui. ok, eu aviso quando isso acontecer.
Mas, se vocês quiserem brincar de escolinha, vocês podem entrar lá e dar a opinião de vocês, criticar, sugerir, enfim. Tipo, professor que lê a redação do aluno e depois fala algo sobre, sabe? A opinião dos amigos e das pessoas com critério, tipo vocês, é sempre bem vinda!
Obviamente, não deixarei de escrever aqui. É claro.
Aqui eu trabalho livremente com o descompromisso.
O endereço do outro blog é:
www.deliriosdebolso.blogspot.com
Ótimo fim de feriado pra vocês, meu povo.
beijos
Foi o sol batendo na cara.
Não era putaria não, minha senhora. Era só uma troca de carinho.
Você tem que me compreender. Paixão é uma coisa assim, tipo louca.
Paixão vem e vai embora rápido, então a gente vai tipo assim, até o talo.
Tipo assim, eu tou aqui e você tá aqui, então tipo assim, tudo bem estarmos aí
É tipo isso mesmo que você pensou
é isso mesmo que eu pensei
é isso aí que nós pensamos
tipo loucos
tipo insanos
você chegou e nos juntamos
e eu fiquei me perguntando
vergonha, para quê?
Você tem que me compreender. Paixão é uma coisa assim, tipo louca.
Paixão vem e vai embora rápido, então a gente vai tipo assim, até o talo.
Tipo assim, eu tou aqui e você tá aqui, então tipo assim, tudo bem estarmos aí
É tipo isso mesmo que você pensou
é isso mesmo que eu pensei
é isso aí que nós pensamos
tipo loucos
tipo insanos
você chegou e nos juntamos
e eu fiquei me perguntando
vergonha, para quê?
Assinar:
Postagens (Atom)

